- Schiff prevê queda extrema do Bitcoin se suporte quebrar
- Analistas defendem que a liquidez institucional fortalece o mercado
- Previsões otimistas apontam Bitcoin rumo a US$ 150 mil
O economista americano Peter Schiff voltou a criticar o Bitcoin e, desta vez, lançou um alerta ainda mais alarmante. Ele afirmou que a maior criptomoeda do mundo pode cair até US$ 20.000, caso perca o suporte decisivo de US$ 50.000. A previsão reacendeu discussões intensas no mercado, sobretudo porque Schiff mantém um histórico de críticas contundentes ao ativo digital.
Na quinta-feira, ele publicou no X que uma queda abaixo de US$ 50.000 poderia estimular vendas rápidas, criando um efeito dominó capaz de empurrar o preço para níveis drasticamente inferiores. Embora não tenha apresentado fundamentos técnicos para sustentar a projeção, Schiff destacou a volatilidade estrutural do Bitcoin como principal argumento.
Mesmo diante do pessimismo, o Bitcoin mostrou força no curto prazo. Nesta sexta-feira, o ativo está negociado em US$ 67.530, com uma valorização de 1,5%. O contraste entre o alerta de Schiff e o movimento recente do mercado chamou a atenção de analistas.

Schiff mantém críticas antigas e frequentes ao Bitcoin
Ao longo dos anos, Schiff se consolidou como um dos críticos mais assíduos do Bitcoin. O site Bitcoin Deaths o identifica como o comentarista que mais previu o “fim da criptomoeda”, com ao menos 22 declarações públicas desse tipo desde 2010. Além disso, dados do CryptoPotato mostram mais de 200 comentários negativos feitos por ele desde 2011.
Schiff argumenta que o Bitcoin não possui “valor intrínseco”, reforçando essa tese desde sua primeira crítica pública, em junho de 2011. Em uma transmissão de rádio, afirmou que o ativo poderia se tornar inútil no longo prazo. Outras figuras proeminentes, como Warren Buffett, Steve Hanke, Nouriel Roubini e Jamie Dimon, também aparecem entre os céticos mais conhecidos.
Debate no mercado expõe visões opostas sobre risco e resiliência
Embora Schiff atribua os riscos de queda à alavancagem, ao otimismo extremo e à entrada de instituições, outros analistas enxergam esses fatores de maneira oposta. Eles defendem que a presença institucional fortaleceu o mercado, oferecendo mais liquidez, custódia regulada e fluxos mais previsíveis. Para esses especialistas, o atual ciclo apresenta bases mais robustas que as vistas nas crises de 2018 e 2022.
O contraste de percepções se intensifica diante de projeções otimistas de grandes instituições. Bernstein e Standard Chartered mantêm expectativas de que o Bitcoin pode alcançar US$ 150.000 até o fim do ano, mesmo com o ativo preso abaixo de US$ 70.000.
Enquanto isso, investidores observam atentamente o andamento do projeto de lei CLARITY, que pode ampliar a segurança regulatória e estimular novas entradas institucionais. Para muitos, regras claras podem destravar um novo ciclo de alta.
Por ora, o mercado permanece dividido. Schiff vê riscos de um colapso profundo, enquanto analistas tradicionais enxergam fundamentos sólidos para novas máximas. Essa discrepância reforça o momento decisivo vivido pelo Bitcoin, em meio a temores, debates e expectativas elevadas.


