- BlackRock reforça posição e reacende otimismo no mercado cripto.
- Acumulação intensa indica pressão institucional por novos patamares.
- Movimentos silenciosos sugerem possível alta após consolidação atual.
A BlackRock voltou ao centro das atenções após movimentar quase US$ 1 bilhão em criptomoedas em apenas três dias. A gestora, que vinha adotando uma postura discreta desde o fim de 2025, retomou suas compras com força e reacendeu o debate sobre o impacto institucional no mercado digital.
Dados on-chain da Lookonchain mostram que a empresa transferiu 9.619 BTC, avaliados em US$ 878 milhões, além de 46.851 ETH, estimados em US$ 149 milhões, para sua custódia. A movimentação marca uma virada após semanas de fluxos instáveis.
Para muitos analistas, essa forte entrada confirma o início de uma nova fase, descrita como “ETF 2.0”, que promete moldar os rumos de 2026.
Blackrock rompe silêncio e inicia fase de acumulação silenciosa
A retomada da BlackRock expõe um padrão recorrente, longos períodos de aparente inatividade seguidos por picos súbitos de acumulação. No entanto, esse comportamento não representa desinteresse, mas sim estratégia.
Especialistas comparam o iShares Bitcoin Trust (IBIT) a um grande supermercado de liquidez global. Durante fases de calmaria, a “loja” segue abastecida graças ao estoque mantido no depósito, chamado de reserva do mercado secundário. Nesse período, os Participantes Autorizados mantêm excedentes que permitem atender ordens sem recorrer ao mercado à vista.
Assim, para quem observa de fora, a gestora parece parada. Porém, o estoque excedente segue sendo absorvido pelos investidores, até que as “prateleiras” se esvaziam. Quando isso ocorre, começa a semana decisiva de reposição.
Esse processo explica as enormes barras verdes vistas nos gráficos. Elas não traduzem euforia repentina, mas sim a reposição necessária para atender semanas de demanda institucional reprimida.
O mesmo lógico se aplica ao ETF de Ethereum da gestora, que opera sob dinâmica parecida em seu fluxo secundário.
Consolidação pressiona preços, mas evita quedas mais profundas
O movimento ocorre justamente quando o mercado tenta superar um obstáculo técnico após o otimismo do início de 2026. Apesar das compras recentes, o IBIT registrou saídas de US$ 130 milhões na semana, enquanto o ETF ETHA sofreu retiradas de US$ 6,6 milhões, reduzindo o ritmo das entradas anteriores.

A pressão atingiu diretamente os preços. O Bitcoin caiu para US$ 90.460,14, com recuo de 2,41% em 24 horas. O Ethereum recuou para US$ 3.092,03, com queda de 4,99% no mesmo período.
Mesmo assim, o mercado se mantém relativamente estável. A ausência de vendas agressivas por parte de grandes instituições impede correções mais profundas, sustentando níveis elevados de avaliação.
Para muitos, esse é o momento de calmaria antes do próximo impulso. Historicamente, após concluir fases fortes de acumulação, a BlackRock reduz a oferta circulante e cria o gatilho que empurra o Bitcoin para além de resistências importantes como a atual zona de US$ 94.500.
Tudo indica que o próximo movimento da gestora pode definir o tom dos mercados digitais em 2026.


