- Buscas por “Bitcoin going to zero” atingem maior nível desde novembro de 2022, segundo o Google Trends.
- Bitcoin caiu quase 50%, de US$ 126.000 em outubro de 2025 para cerca de US$ 66.500.
- Apesar do medo, fundos soberanos e grandes empresas seguem acumulando BTC.
As buscas globais pela frase “Bitcoin vai a zero” dispararam e alcançaram o maior nível desde o colapso da FTX, em novembro de 2022.
O aumento ocorre após uma forte queda no preço e em meio a um cenário de incerteza macroeconômica recorde. Entretanto, investidores institucionais continuam comprando, criando um contraste claro com o medo do público.
Medo dispara após queda de quase 50% no preço
O Bitcoin atingiu o topo histórico de US$ 126.000 em outubro de 2025. Desde então, o preço recuou para cerca de US$ 66.500, segundo dados da CoinGecko. Isso representa uma queda próxima de 47%.
Como resultado, o índice Fear and Greed caiu para 9 pontos. Esse nível indica “medo extremo”. Situação semelhante ocorreu após o colapso da Terra e da FTX em 2022.
Além disso, o sentimento negativo ganhou força com declarações pessimistas de analistas tradicionais. O estrategista da Bloomberg, Mike McGlone, afirmou recentemente que o Bitcoin pode cair para US$ 10.000.
Segundo Fernando Nikolic, fundador da Perception, o fenômeno tem um padrão claro. Ele afirmou:
“Quando o público está mais assustado, o mercado profissional já começou a estabilizar.”
Portanto, o pico de medo entre investidores individuais tende a ocorrer após o fundo do sentimento institucional.
Instituições compram enquanto o público entra em pânico
Apesar do aumento do pessimismo, investidores institucionais continuam acumulando Bitcoin, Fundos soberanos de Abu Dhabi ampliaram posições em ETFs. Além disso, empresas como a Strategy seguem aumentando suas reservas.
Esse comportamento mostra um contraste importante. Enquanto o varejo reage ao medo, grandes investidores focam no longo prazo.
Além disso, o ambiente macroeconômico contribui para a incerteza. O índice global de incerteza atingiu o maior nível da história, segundo o Federal Reserve Bank of St. Louis, com base em dados da Economist Intelligence Unit.
Esse indicador superou os níveis da crise financeira de 2008 e da pandemia de 2020. Como consequência, investidores evitam ativos de risco no curto prazo.
Entretanto, historicamente, períodos de medo extremo precederam fortes recuperações no mercado cripto.
O aumento das buscas mostra o impacto emocional das quedas de preço. Porém, os dados revelam uma divergência clara. Investidores institucionais acumulam enquanto o público teme o pior. Portanto, esse cenário pode indicar uma fase clássica de transição.
O sentimento negativo domina agora, mas o posicionamento institucional sugere confiança no longo prazo.

