- Petróleo caiu abaixo de US$ 57 após captura de Nicolás Maduro pelos EUA.
- Venezuela concentra quase 20% das reservas globais de petróleo, avaliadas em US$ 17 trilhões.
- Analistas veem possível migração de liquidez para o Bitcoin em meio à tensão geopolítica.
O mercado financeiro reagiu rapidamente à ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela e à captura do presidente Nicolás Maduro.
Com a expectativa de aumento da oferta global de energia, petróleo e gás recuaram. Nesse cenário, analistas avaliam que o Bitcoin pode se beneficiar, tanto pela queda nos custos energéticos quanto pela perda de confiança em ativos estatais.
A reação do mercado ao avanço dos EUA na Venezuela
Logo na abertura dos mercados, os preços de energia registraram forte queda, o gás natural recuou cerca de 6% em minutos. O petróleo caiu para níveis próximos aos de 2021, abaixo de US$ 57 por barril.
Normalmente, conflitos em países produtores elevam os preços, entretanto, desta vez, o movimento foi inverso, o mercado aposta em maior oferta, caso empresas americanas passem a explorar as reservas venezuelanas.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. Elas representam quase 20% do total global. Além disso, o país abriga cerca de 200 trilhões de pés cúbicos de gás natural ainda pouco explorados.
Segundo Donald Trump:
“as maiores petroleiras dos Estados Unidos vão investir bilhões para recuperar a infraestrutura e gerar receita”.
A declaração reforçou a percepção de expansão da oferta.
Por que esse cenário pode favorecer o Bitcoin
Com energia mais barata, investidores tendem a rever alocações. Além disso, parte do capital pode migrar para ativos alternativos. Ouro, prata e criptomoedas entram nesse radar. O Bitcoin aparece como principal candidato.
Para o analista Eric Fung, períodos de excesso de liquidez costumam estimular a busca por proteção fora do sistema tradicional, portanto, o Bitcoin pode captar parte desses fluxos.
Além disso, a ação dos EUA reacende o debate sobre o poder estatal sobre recursos estratégicos. Esse fator pode enfraquecer a confiança em moedas fiduciárias. Como resultado, cresce o apelo do Bitcoin como ativo não soberano e resistente à apreensão.
Entretanto, há ressalvas, analistas lembram que o petróleo pesado da Venezuela enfrenta limitações técnicas. A produção exige tempo, investimentos e estabilidade política. Por isso, o impacto real pode ser mais narrativo do que imediato.
Ainda assim, o episódio reforça uma tendência. Em momentos de tensão geopolítica e questionamento do sistema financeiro tradicional, o Bitcoin costuma ganhar relevância no debate global.


