- Tom Lee descarta espiral da morte e aposta em recuperação rápida
- Dados da rede mostram força apesar da forte queda recente
- Instituições globais seguem ampliando uso do Ethereum para tokenização
O mercado de criptomoedas vive dias de forte tensão. O Ethereum, maior altcoin do setor, enfrenta uma queda acentuada que reacende debates sobre sua real força. Mesmo assim, Tom Lee, fundador da Fundstrat Global Advisors, apareceu para contrariar parte do pessimismo.
Embora o clima geral pareça pesado, Lee afirma que o momento atual marca um dos períodos mais baixos de confiança do mercado. Ainda assim, segundo ele, essa fase costuma anteceder movimentos de recuperação rápida.
Ethereum perde força, mas analista vê padrão repetido
Nos últimos dez dias, o Ethereum perdeu cerca de 40% do valor, o que provocou dúvidas sobre uma possível “espiral da morte”. No entanto, Lee lembra que o ETH já caiu 60% ou mais em sete momentos diferentes nos últimos oito anos.
Ele destaca que, sempre depois dessas quedas fortes, surgiu uma recuperação em “V”, tão rápida quanto o movimento de queda. Portanto, segundo ele, o mercado agora tenta encontrar um fundo sólido antes de reagir novamente.
Além disso, Lee comentou no programa “Closing Bell”, da CNBC, que o pessimismo chegou ao limite. Para ele, o medo exagerado distorce a leitura dos fundamentos da rede. E, nesse ponto, o analista reforça que esses fundamentos mostram uma rede em expansão.
Dados da rede Ethereum contradizem tese de queda irreversível
Tom Lee refuta a ideia de que o Ethereum enfrenta uma destruição lenta. Ele aponta que os endereços ativos cresceram 117% em um ano. E, ao mesmo tempo, o uso da rede aumentou 80% nos últimos seis meses. Esses números, segundo ele, não combinam com a noção de colapso.
Além disso, Tom Lee lembra que grandes instituições, como UBS, Fidelity e Standard Chartered, continuam escolhendo a blockchain Ethereum para projetos de tokenização. Para ele, isso confirma que a tecnologia ganha mais espaço, mesmo com a oscilação de preços.
Outro ponto central envolve sua própria empresa, a Bitmine. Lee afirma que a companhia mantém uma saúde financeira sólida. Ele ressalta que a empresa não possui dívidas e gera US$ 1 milhão por dia em fluxo de caixa. Ele também cita os 4,3 milhões de ETH em staking, que rendem 3% ao ano, e reforça que o lucro líquido anual chega a US$ 360 milhões.
Assim, Lee descarta qualquer necessidade de captação adicional e reforça que a estrutura financeira segue firme mesmo durante a queda do mercado.

