- Rede cresce enquanto preço do Ethereum segue pressionado pelo mercado
- Indicadores on-chain mostram força, mas sentimento continua fraco
- Institucionais e staking podem definir o rumo do Ethereum
A análise mais recente do banco Goldman Sachs expõe uma divergência crescente entre o preço do Ethereum e a força da sua atividade on-chain. O relatório mostra que, mesmo com o mercado em baixa, a rede opera em níveis recordes de uso.
Nos últimos dias, o preço do ETH testou novamente uma importante zona de demanda, situada próxima de US$ 2.300, enquanto os indicadores on-chain seguem em forte expansão. Esse contraste acendeu um alerta entre analistas que acompanham a segunda maior criptomoeda do mercado.

Crescimento da rede contrasta com queda do preço
O Goldman Sachs afirma que a avaliação de mercado do Ethereum enfraqueceu, embora o engajamento on-chain tenha acelerado de forma consistente. Os dados confirmam um ambiente de forte utilização, mesmo com o pessimismo provocado pela queda recente.
Em janeiro de 2026, o número de novos endereços atingiu 427 mil por dia, superando com folga o antigo pico de 2020. Além disso, os endereços ativos chegaram a 1,2 milhão, com alta de quase 28% em relação ao mês anterior.
As transações também avançaram com força e cresceram 36%, reforçando um movimento amplo de uso. O banco classificou esses números como um sinal claro de engajamento robusto em toda a rede, apesar da fraqueza do preço no curto prazo.
Outra observação técnica importante mostra que a capitalização de mercado atual caiu abaixo da capitalização realizada. Isso indica que o investidor médio está, no momento, com prejuízo líquido, criando pressão adicional sobre o sentimento do mercado.
Zona crítica e sinais institucionais
Analistas apontam a área entre US$ 2.300 e US$ 2.500 como um ponto decisivo para o Ethereum. Caso o preço não consiga se manter nesse intervalo, novas quedas podem ocorrer. Para recuperar o ímpeto de alta, seria necessário romper novamente a região de US$ 2.800.
O relatório também destaca fatores institucionais que podem influenciar o comportamento do Ethereum ao longo de 2026. Timothy Misir, da BRN, reforçou que fluxos consistentes de ETFs seguem como o indicador mais relevante para medir a confiança do mercado.
Outro ponto de destaque envolve a evolução do staking, impulsionada por produtos europeus totalmente lastreados nessa prática. Para o banco, essa mudança pode transformar o staking em um elemento central da demanda institucional.
O cenário macroeconômico também pesa. O Goldman Sachs prevê um retorno de 11% para as ações globais em 2026, o que pode criar um ambiente mais favorável para ativos de risco, incluindo o Ethereum, nos próximos meses.
No geral, o relatório expõe uma desconexão evidente entre preço e fundamentos. A resolução dessa divergência dependerá dos fluxos institucionais, da consolidação do staking e do comportamento da economia global ao longo do ano.

