Analista que acertou alta histórica do BTC diz que US$ 100 mil só em 2027

  • KillaXBT projeta retomada dos US$ 100 mil apenas no segundo ou terceiro trimestre de 2027
  • Analista vê BTC repetindo padrão de fundo de 2022 e possível ida aos US$ 50 mil
  • Bitcoin opera a US$ 62.297 e acumula correção após topo cravado pelo trader em 2025

O analista pseudônimo KillaXBT, um dos poucos a antecipar com precisão o topo do Bitcoin em 2025, jogou um balde de água fria em quem aposta na volta rápida da criptomoeda aos seis dígitos. Para o trader, que é acompanhado por 208 mil seguidores no X, o reencontro com os US$ 100 mil só deve acontecer em 2027. Mesmo assim, ele afirma que será na segunda metade do ano.

Assim, a leitura contrasta com o otimismo de parte do mercado, que ainda vê espaço para um repique de fim de ano. Por outro lado, KillaXBT trabalha com outra hipótese: a de que fundos relevantes em BTC não se formam em linha reta. Segundo ele, eles se formam em sucessivos intervalos menores antes de uma expansão maior.

Por que 2027, e não este ano

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“Estou comprado no gráfico semanal e há vários sinais de fundo macro piscando. Mas não há a menor chance de vermos US$ 100 mil este ano”, escreveu o analista em publicação no X. Além disso, ele projeta o retorno ao patamar de seis dígitos para o fim do segundo trimestre ou ao longo do terceiro trimestre de 2027.

Assim, o argumento técnico é simples: fundos relevantes exigem tempo de maturação. Antes de um movimento direcional consistente, o preço costuma navegar por múltiplas faixas de acumulação. Aplicar essa régua ao gráfico atual, segundo ele, torna “praticamente impossível” cravar US$ 100 mil ainda em 2026.

No curto prazo, KillaXBT espera mais um movimento de correção. O trader trabalha com a possibilidade de uma varredura das máximas até o mês que vem. Ele também aponta para o fechamento das velas de três e seis meses servindo de gatilho. A leitura tem paralelo com 2022, quando o Bitcoin formou fundo após meses de lateralização. Segundo ele, esse cenário pode incluir um teste da região dos US$ 50 mil antes de qualquer retomada estrutural.

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BTC a US$ 62 mil pressiona tese altista

O Bitcoin é negociado a US$ 62.297 nesta quarta-feira (24), o equivalente a R$ 322.231, com queda de 0,2% nas últimas 24 horas. O nível atual está cerca de 38% abaixo do topo cravado em 2025 e ajuda a sustentar a tese de que o ciclo entrou em fase de digestão, não de aceleração.

A projeção de KillaXBT dialoga com outras leituras conservadoras que circulam no mercado. O Bank of America trabalha com cenário de novas altas de juros do Fed ao longo de 2026. Isso historicamente drena liquidez de ativos de risco. Já analistas mais agressivos chegam a desenhar um cenário-limite de US$ 23 mil. Isso pode acontecer caso o S&P 500 entre em queda profunda.

Custo de oportunidade pesa para o investidor brasileiro

Para quem opera em real, a janela de espera tem efeito prático. Com o dólar a R$ 5,17, manter posição em BTC até 2027 implica conviver com volatilidade cambial somada à volatilidade do ativo. Por consequência, exchanges nacionais já registram queda no volume de pessoa física desde o topo de 2025. A tendência tende a se acentuar caso a faixa dos US$ 60 mil se confirme como teto técnico de médio prazo.

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Há também o tema regulatório. O Banco Central segue com a regulamentação do mercado de criptoativos em fase de calibragem. Além disso, movimentos como a flexibilização de stablecoins no Reino Unido servem de referência para o desenho local. Um período prolongado de preço lateral pode favorecer instrumentos atrelados a rendimentos em dólar, como stablecoins remuneradas, em vez de exposição direta ao BTC.

No livro de derivativos, a sinalização de KillaXBT joga contra posições alavancadas em call. O funding rate em territórios elevados costuma anteceder ajustes bruscos, padrão que se repete sempre que o consenso de mercado descola do gráfico semanal. O recado do trader, em sua própria linha: “Fundo. Em breve. Não atire no mensageiro.”

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Sou jornalista com mais de 20 anos de trajetória, dedicando a última década exclusivamente ao mercado de criptomoedas e ativos digitais. Minha formação acadêmica inclui o bacharelado em Jornalismo pela FACCAMP e uma pós-graduação em Globalização e Cultura, o que me permite analisar o ecossistema cripto sob uma ótica macroeconômica e social. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de entrevistar figuras centrais da história contemporânea e da tecnologia, como Adam Back, Bill Clinton e Henrique Meirelles. Além da atuação na linha de frente da informação, acompanhei de perto as discussões que moldam o sistema financeiro global em fóruns multilaterais de alto nível, como o G20 e o FMI. Decidi migrar do setor público para o mercado de blockchain por convicção: acredito no potencial técnico e disruptivo dessa tecnologia para redesenhar o futuro da economia digital. Hoje, utilizo minha experiência para traduzir a complexidade deste mercado com rigor jornalístico e visão estratégica.
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