- Histórico sugere rali após sequência rara de quedas do Bitcoin
- Sinais semanais levantam alerta, mas analistas veem diferenças no ciclo
- Mercado pode surpreender com recuperação apesar do pessimismo atual
O Bitcoin enfrenta um período difícil e acumula sinais de fraqueza, mas analistas começam a enxergar pistas de que um novo rali pode surgir logo adiante. A maior criptomoeda do mercado caminha para registrar mais um mês negativo, porém especialistas lembram que movimentos semelhantes no passado abriram espaço para reviravoltas rápidas e intensas.
Mesmo assim, o momento atual exige cautela. O cenário combina perdas mensais consecutivas, quedas semanais persistentes e um histórico recente que divide opiniões. Ainda assim, dados de longo prazo oferecem uma esperança moderada para quem acompanha o mercado diariamente.
Cinco meses de queda e um alerta histórico
O Bitcoin forma agora a quinta vela vermelha mensal, algo que não ocorre desde 2018. O movimento inclui uma desvalorização de 15% em fevereiro, após fechar os quatro meses anteriores no vermelho. Dados da CoinGlass reforçam essa trajetória e mostram um padrão raro na história da criptomoeda.
Analistas do portal Milk Road lembram que, em 2018 e 2019, o BTC acumulou seis meses seguidos de queda. Depois disso, iniciou uma reversão com ganhos superiores a 316% em apenas cinco meses, um salto que mudou completamente o humor do mercado. Eles afirmam que, se a história repetir o mesmo comportamento, um novo ciclo positivo poderia começar em 1º de abril.

Mas essa leitura otimista não é unânime. Uma análise sobre o desempenho trimestral do Bitcoin em 2022 revela um quadro menos animador. Naquele ano, o ativo registrou quatro trimestres consecutivos de queda e acumulou perdas de 64%. O preço caiu de US$ 46.230 para US$ 16.500, marcando uma das maiores retrações já registradas.
Sinais semanal e trimestral mostram riscos adicionais
Outra preocupação aparece no gráfico semanal. A analista Solana Sensei destacou que o BTC registra agora o quinto candle semanal negativo, a sequência mais longa desde 2022. Naquele período, o Bitcoin caiu por nove semanas seguidas, despencando de US$ 46.800 para US$ 20.500.
Esses dados indicam que, embora o comportamento mensal possa sugerir reação, o mercado já mostrou que quedas prolongadas podem durar mais do que o esperado. Além disso, muitos especialistas acreditam que 2026 pode ser um ano marcado por um ciclo de baixa mais profundo, o que mantém os investidores em alerta.
Mesmo assim, nem todos concordam com o pessimismo. O analista veterano Sykodelic afirma que o atual movimento do Bitcoin é “fundamentalmente diferente”. Segundo ele, o RSI mensal já atingiu níveis vistos apenas nos mercados de baixa de 2015 e 2018, o que abre espaço para uma recuperação antes do previsto.
O especialista também lembra que, no ciclo atual, o Bitcoin não experimentou uma verdadeira fase de sobre compra no RSI. Por isso, esperar uma correção simétrica seria, segundo ele, um erro. Sykodelic acredita que o cenário se parece mais com 2020, período que antecedeu um forte ciclo de alta impulsionado pela entrada maciça de capital institucional.
Para ele, o atual mercado de baixa não segue padrões tradicionais, e a mínima do ciclo pode surpreender muitos investidores. Isso significa que, apesar do momento sombrio, o Bitcoin mantém espaço para reviravoltas rápidas, especialmente se fatores macroeconômicos e institucionais voltarem a favorecer o ativo.
Assim, embora os números atuais indiquem fraqueza, o histórico sugere que grandes recuperações podem nascer justamente em momentos de maior pessimismo. O mercado agora acompanha cada movimento, tentando identificar se este ciclo repetirá padrões antigos ou abrirá um caminho totalmente novo.

