- Ouro supera US$ 5.500 por onça e adiciona US$ 1,6 trilhão em valor nocional em 24 horas.
- Indicadores sinalizam ganância extrema nos metais, enquanto o mercado cripto segue em medo.
- Bitcoin fica abaixo de US$ 90 mil, ampliando a divergência entre ouro físico e ativos digitais.
O ouro ultrapassou US$ 5.500 por onça e adicionou cerca de US$ 1,6 trilhão em valor nocional em apenas 24 horas.
Enquanto os metais entram em ganância extrema, o bitcoin segue abaixo de US$ 90 mil, evidenciando a divergência entre ativos físicos e digitais.
Ouro dispara e sinaliza excesso de otimismo
O ouro ultrapassou US$ 5.500 por onça, consolidando um movimento acelerado. Apenas em um dia, o valor nocional do metal cresceu cerca de US$ 1,6 trilhão.
Esse montante é equivalente a todo o market cap do Bitcoin. A comparação não é técnica, porém ilustra o tamanho do movimento atual.
Além disso, indicadores de sentimento confirmam o aquecimento. O Gold Fear & Greed Index, da JM Bullion, atingiu a faixa de “extreme greed”.

Segundo a própria JM Bullion, o índice mede “prêmios do ouro físico, volatilidade, sentimento nas redes sociais, fluxo de varejo e interesse no Google”.
Portanto, o avanço recente já apresenta características de trade congestionado, mais associado a posicionamento defensivo do que a acumulação gradual.
Prata reforça o movimento defensivo
Além do ouro, a prata também registra altas semanais relevantes e oscilações intradiárias intensas. O padrão sugere pressão por posicionamento rápido.
Esse comportamento indica busca por proteção imediata, e não apenas estratégia de longo prazo.
Bitcoin fica para trás apesar da narrativa de reserva de valor
Enquanto os metais avançam, o Bitcoin segue negociado na faixa dos US$ 80 mil, abaixo do pico de outubro. O ativo continua reagindo como um ativo de risco.
Entretanto, o discurso macro sugere que o Bitcoin deveria se beneficiar em cenários de desconfiança monetária, isso não ocorre no curto prazo.
Além disso, indicadores cripto de medo e ganância permanecem em território pessimista, o contraste com os metais é evidente.
Por isso, o momento expõe uma realidade incômoda, a função de reserva de valor depende mais do perfil do comprador do que da narrativa.
O fluxo atual mostra investidores buscando abrigo primeiro no ouro físico, o Bitcoin, apesar do histórico de desempenho superior no longo prazo, ainda precisa reafirmar seu papel.
Portanto, a divergência não invalida a tese do ativo digital, contudo, reforça que confiança, liquidez e timing continuam sendo determinantes.

