- Bitcoin superou US$ 93.000 após CPI anual de 2,7% nos EUA.
- Pressão vendedora de ETFs diminuiu, com suporte perto de US$ 86.000.
- Mercado projeta consolidação antes de nova tentativa rumo a US$ 100.000.
O Bitcoin voltou a ser negociado acima de US$ 93.000 após a divulgação do CPI dos Estados Unidos.
O dado mostrou inflação estável e reduziu temores de novos aumentos de juros.
CPI dos EUA reduz incertezas e favorece ativos de risco
O índice de preços ao consumidor avançou 2,7% em doze meses, o número confirma desaceleração consistente frente aos picos de 2022 e 2023.
Além disso, o dado indica que a inflação segue sob controle, por isso, cresce a percepção de que o Federal Reserve pode manter os juros estáveis.
Esse cenário costuma favorecer ativos de risco, Bitcoin e ações tendem a reagir positivamente quando a liquidez permanece previsível. O próprio Fed reforça essa postura.
Jerome Powell já afirmou que decisões serão “baseadas em dados, reunião a reunião”, destacando cautela no aperto monetário.
Como resultado, o Bitcoin subiu após operar perto de US$ 90.000 durante o dia. O movimento refletiu alívio macroeconômico imediato.
Saídas de ETFs diminuem e suporte técnico se fortalece
O avanço do Bitcoin também reflete fatores internos do mercado cripto. No início de janeiro, ETFs spot registraram saídas superiores a US$ 6 bilhões.
Essas vendas vieram, sobretudo, de investidores que compraram próximos ao topo de outubro. Muitos liquidaram posições após a correção.
Entretanto, esse fluxo negativo perdeu força, atualmente, o preço se mantém próximo ao custo médio dos ETFs, estimado em US$ 86.000. Esse nível costuma atuar como suporte, além disso, indica que investidores mais frágeis já deixaram o mercado.
Apesar da demanda institucional ainda moderada nos EUA, compradores globais seguem absorvendo a oferta. Por isso, o preço se mantém estável.
Consolidação pode anteceder nova perna de alta
No curto prazo, o Bitcoin constrói uma faixa de suporte entre US$ 88.000 e US$ 92.000. O CPI removeu um risco macro relevante.
Se os fluxos de ETFs se estabilizarem e a demanda americana retornar, o preço pode buscar US$ 95.000, posteriormente, US$ 100.000 volta ao radar.
Portanto, o movimento atual sugere pausa técnica. Não há sinais claros de novo mercado de baixa, em síntese, a combinação de inflação controlada, menor pressão vendedora e suporte técnico reforça um cenário de recuperação gradual para o Bitcoin.

