- Modelos de longo prazo indicam zona histórica de acumulação entre US$ 50 mil e US$ 62 mil.
- Indicadores sugerem potencial de alta entre 170% e 220% no próximo ciclo.
- Analistas alertam para possível queda até US$ 52 mil ou até US$ 40 mil antes do fundo definitivo.
O Bitcoin opera abaixo de US$ 69 mil após forte volatilidade nas últimas semanas.
Modelos estatísticos apontam potencial de valorização de até 220%. Entretanto, analistas alertam para nova correção antes da retomada consistente.
Modelos históricos indicam zona estrutural de acumulação
O preço realizado do Bitcoin, atualmente próximo de US$ 55 mil, voltou a coincidir com áreas que antecederam grandes ciclos de alta desde 2015. Além disso, o chamado “shifted realized price”, hoje em torno de US$ 42 mil, reforça essa leitura de suporte estrutural.

Esses níveis refletem o custo médio das moedas movimentadas na rede. Por isso, costumam marcar momentos de capitulação e posterior acumulação.
Dados históricos mostram que, após testar essas faixas, o BTC consolidou por seis a oito meses antes de renovar máximas.
Além disso, o modelo de lei de potência, popularizado pelo pesquisador Giovanni Santostasi, coloca o Bitcoin no 14º percentil do seu corredor logarítmico de longo prazo. Isso indica subvalorização relativa após o pico do ciclo.

Segundo o próprio modelo, a região entre US$ 50 mil e US$ 62 mil coincide com o percentil 0,05, nível que marcou fundos históricos anteriores. Em ciclos passados, a confluência desses indicadores precedeu altas expressivas.
Projeções sugerem que, mesmo com retornos percentuais menores que em ciclos antigos, o BTC poderia subir entre 170% e 220%, com alvos acima de US$ 150 mil no próximo movimento de alta.
Riscos de nova queda antes da retomada
Apesar dos sinais otimistas, parte do mercado adota cautela. O investidor Jelle destacou que o BTC recuou cerca de 31% após perder o RSI semanal em 37, nível que antecedeu fundos desde 2014.
Historicamente, as quedas variaram entre 17% e 55%. Nos ciclos recentes, o recuo médio ficou entre 40% e 43%. Portanto, o preço poderia buscar a faixa de US$ 52 mil antes de formar um fundo duradouro.
Além disso, o analista Sherlock apontou a quebra da relação BTC/Ouro abaixo de 15–16. Segundo ele, esse movimento já marcou transições para períodos de baixa no passado.
Com base nesse padrão, Sherlock alertou para possível retração até a região entre US$ 38 mil e US$ 40 mil, caso o histórico se repita.
Perspectivas para o mercado
No curto prazo, o Bitcoin tende a consolidar. A liquidez permanece seletiva e investidores institucionais avaliam o cenário macroeconômico com cautela.
Entretanto, os modelos de longo prazo seguem indicando que a atual faixa pode representar uma oportunidade estratégica.
Se o padrão histórico se confirmar, o mercado pode atravessar meses de lateralização antes de uma nova pernada de alta. Assim, o momento exige disciplina, gestão de risco e atenção aos indicadores estruturais.
O sinal estatístico é raro, contudo, o timing exato da reversão ainda depende da dinâmica macro e do fluxo institucional.

