- 169.770 ETH deixaram corretoras centralizadas em um único dia, segundo a Santiment
- ETFs à vista de Ethereum nos EUA somam mais de US$ 1 bilhão em resgates em outubro
- Santiment aponta US$ 2.500 como gatilho de alta e US$ 2.330 como ponto de fraqueza
O Ethereum registrou no dia 23 de outubro a maior retirada líquida de moedas das corretoras centralizadas desde junho. Foram 169.770 ETH movidos para fora desses endereços em 24 horas, segundo levantamento da Santiment. Ao preço de referência de US$ 2.400 usado pela empresa, o volume equivale a cerca de US$ 407 milhões.
O episódio anterior de magnitude semelhante ocorreu em 5 de junho, quando aproximadamente 223.800 ETH saíram das plataformas. Aquela leitura foi 32% maior que a atual.
Saldos em exchanges funcionam como medida aproximada de oferta imediatamente disponível para venda. Quando as moedas saem, a prateleira esvazia.
Só que o dado não revela destino. Autocustódia, staking ou custódia institucional são caminhos possíveis — e a métrica não identifica proprietários nem motivações. Um único precedente de junho gera hipótese, não regra operacional.
A demanda via produtos regulados anda na direção oposta. Dados da Farside Investors mostram que os ETFs à vista de Ethereum nos Estados Unidos acumularam mais de US$ 1 bilhão em saídas líquidas entre 1º e 22 de outubro, com 14 dos 16 pregões no vermelho.
As exceções foram pontuais. Em 13 de outubro entraram US$ 25 milhões; em 21 de outubro, US$ 15 milhões. No dia seguinte a esse último, US$ 111 milhões deixaram os fundos. O dia 23 apareceu com um ingresso preliminar de apenas US$ 4 milhões, com um dos fundos ainda sem número divulgado.
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Vale separar o que cada métrica mede. A Santiment rastreia moedas circulando entre carteiras monitoradas de exchanges e outros destinos. A Farside acompanha dinheiro entrando e saindo de fundos regulados. Unidades e janelas temporais são diferentes, e misturá-las produz conclusão errada.

Apenas 27% das altcoins superam o Bitcoin em sete dias
O rastreador da Alpha Finance mostrou em 23 de outubro que 60% das principais altcoins elegíveis bateram o Bitcoin na janela de 90 dias. No recorte de sete dias, porém, o número cai para 27%. O índice só considera temporada de altcoins a partir de 75% em 90 dias.
Ou seja: a amplitude está estreitando. Um repique específico do ETH pode conviver com fraqueza generalizada entre tokens menores — e o par ETH/BTC somado à leitura de sete dias é o que distingue um movimento isolado de uma rotação ampla.
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O trader 0xsweep afirmou em publicação no X de 17 de outubro que baleias estavam montando posições compradas em ETH em ritmo acelerado.
O pano de fundo é um mercado em modo defensivo puxado pela tecnologia. O Nasdaq Composite recuou 2,6% em 22 de outubro, aos 26.009 pontos, na maior queda desde junho, em meio a dúvidas sobre gastos com inteligência artificial. O Dow ficou praticamente estável e o Russell 2000 subiu levemente.
O Federal Reserve elevou a faixa-alvo para 3,75% a 4% em setembro e se reúne nos dias 27 e 28 de outubro. Os rendimentos dos Treasuries caíram com força no dia 22, sinal clássico de busca por proteção.
A Santiment trabalha com US$ 2.400 como referência, US$ 2.500 como nível que reforçaria o caso de recuperação e cerca de US$ 2.330 como ponto de enfraquecimento. São 4,2% para cima e 2,9% para baixo a partir da referência.
Se o ETH sustentar acima de US$ 2.500 com os saques continuando, fluxos de ETF virando positivos por várias sessões e amplitude de sete dias voltando perto de 50%, o sinal de oferta ganharia demanda por trás. O caminho oposto — perda dos US$ 2.330 com resgates persistentes e amplitude caindo para 25% — transforma a retirada em evento isolado de oferta.



