- ETFs de Bitcoin registraram saída líquida de US$ 360 milhões na última semana.
- Bitcoin caiu mais de 21% em 2026 e permanece abaixo de US$ 70.000.
- Shorts dominam o mercado; alta de 10% liquidaria US$ 4,3 bilhões em posições vendidas.
O Bitcoin segue pressionado abaixo de US$ 70.000, enquanto saídas bilionárias de ETFs e excesso de posições vendidas criam condições para um movimento explosivo.
Analistas apontam que o ativo caiu mais de 21% em 2026. Entretanto, dados onchain indicam acúmulo silencioso por grandes investidores, sugerindo possível reversão abrupta.
Saídas de ETFs e pressão institucional enfraquecem o preço
O Bitcoin era negociado próximo de US$ 68.600 nesta segunda-feira, portanto, o ativo permanece preso na faixa entre US$ 60.000 e US$ 72.000.
Além disso, ETFs spot de Bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 360 milhões na última semana. Produtos de Ethereum perderam mais US$ 161 milhões no período.
No acumulado de quatro semanas, produtos institucionais perderam US$ 3,7 bilhões, segundo a CoinShares. Isso reflete menor apetite por risco.
Além disso, a Harvard University reduziu sua exposição a ETFs de Bitcoin em 21%. Entretanto, a instituição ampliou sua posição em Ethereum para US$ 87 milhões.
Esse movimento indica rotação seletiva, não saída total do mercado. Ainda assim, o fluxo negativo pressiona o preço no curto prazo.
Analistas da Standard Chartered afirmam que o Bitcoin pode cair até US$ 50.000 antes de encontrar o fundo definitivo.
Enquanto isso, indicadores mostram fraqueza entre investidores recentes. O preço atual está abaixo do custo médio de curto prazo, estimado em US$ 94.000.
Excesso de shorts aumenta risco de movimento violento
Apesar do cenário negativo, dados onchain mostram sinais positivos, grandes investidores retiraram mais moedas das exchanges, indicando acúmulo estratégico.
Além disso, o índice MVRV está perto de 1,1, historicamente, esse nível indica possível subvalorização.
No mercado de derivativos, o risco de volatilidade aumentou. Uma alta de 10% liquidaria US$ 4,3 bilhões em shorts.
Por outro lado, uma queda equivalente liquidaria apenas US$ 2,4 bilhões em posições compradas. Portanto, o mercado apresenta desequilíbrio relevante.
Esse cenário favorece um possível short squeeze, ou seja, uma alta rápida causada pelo fechamento forçado de posições vendidas.
Além disso, a volatilidade implícita subiu para 48 pontos, antes da queda, esse indicador estava próximo de 40.
Enquanto isso, o cenário macroeconômico permanece misto. A inflação anual nos EUA caiu para 2,4%. Porém, o mercado de trabalho continua forte.
Isso cria incerteza sobre os próximos passos do Federal Reserve, portanto, investidores permanecem cautelosos. Timothy Misir, chefe de pesquisa da BRN, destacou o sentimento atual:
“O mercado mostra fadiga, não pânico. O próximo movimento provavelmente será violento.”
Esse comportamento indica espera por um catalisador decisivo.
O Bitcoin enfrenta pressão institucional e incerteza macroeconômica. Entretanto, o acúmulo por grandes investidores e o excesso de shorts criam um ambiente instável. Portanto, o mercado pode se aproximar de um movimento decisivo, seja de forte alta ou nova queda.

