- Solana afunda e confirma pressão vendedora intensa no mercado
- Volatilidade alta impede recuperação e reforça risco de novas quedas
- Indicadores mostram sobre venda, mas estrutura segue claramente baixista
A Solana enfrentou uma nova rodada de pressão nesta quinta-feira e mergulhou para US$ 84, ampliando as perdas que já vinham ganhando força desde o início da semana. O tom negativo do mercado dominou o sentimento dos investidores, que reagiram rapidamente ao aumento da volatilidade e às fortes liquidações espalhadas por várias bolsas.

A queda marcou um dos recuos mais intensos do ciclo atual e empurrou o preço para níveis vistos antes da forte arrancada de 2024. Além disso, a SOL perdeu 9% no dia e acumulou queda semanal de 28%, sinalizando que o movimento deixou de ser apenas uma correção moderada.
O gráfico de quatro horas também mostrou máximas e mínimas menores desde meados de janeiro, enquanto cada tentativa de recuperação perdeu força rapidamente. Depois de segurar brevemente a faixa entre US$ 120 e US$ 125, a Solana rompeu suportes consecutivos sem mostrar sinais de consolidação.
Pressão vendedora domina o mercado
O movimento ganhou ainda mais força quando o preço caiu abaixo da marca psicológica dos US$ 100, o que acelerou a liquidação até a região atual. O volume também aumentou de forma expressiva, reforçando que a queda ocorreu por vendas agressivas, e não por simples ausência de compradores.
Os indicadores técnicos mostraram condições extremas. O RSI de 14 dias entrou em sobre venda e a volatilidade disparou, reforçando a instabilidade que passou a ditar o ritmo da semana. Ao mesmo tempo, o ativo opera bem abaixo das médias móveis de 50 dias, em US$ 127,80, e de 200 dias, em US$ 163,08, ampliando a percepção de desalinhamento com a tendência de longo prazo.
Esses fatores colocam a Solana entre os grandes tokens mais atingidos na recente onda de aversão ao risco. A maior parte da queda ocorreu em poucas sessões, o que indica vendas forçadas e desmontes rápidos de posições, comportamento típico de um cenário de medo extremo.
Riscos seguem elevados no curto prazo
Os analistas afirmam que o gráfico continua sugerindo um mercado sem clareza e ainda em busca de um ponto de equilíbrio. As leituras de sobre venda podem até abrir espaço para repiques de curtíssimo prazo, mas a estrutura geral permanece baixista enquanto o preço estiver abaixo dos antigos suportes próximos de US$ 100.
O mercado continua priorizando a preservação de capital e mostra pouca disposição para assumir riscos enquanto a volatilidade permanecer elevada. Assim, qualquer tentativa de recuperação deve encontrar forte resistência, a menos que o ambiente macro e o sentimento geral melhorem de maneira consistente.
Por enquanto, a Solana mantém um comportamento defensivo e reforça que o foco dos investidores está em reduzir danos, e não em buscar retomadas amplas, deixando claro que o cenário segue frágil e sujeito a novas quedas caso o fluxo vendedor persista.

