- Solana precisa subir a US$ 119 para superar market cap do XRP
- Rede da SOL processa 299 milhões de transações diárias contra 1,7 milhão do XRPL
- XRP lidera adoção institucional com 75 licenças e US$ 1,49 bi em ETFs
A disputa entre Solana e XRP pela sexta posição no ranking de capitalização voltou ao radar dos investidores. Hoje, o token da Ripple ocupa o sexto lugar, com US$ 69,12 bilhões em valor de mercado. Já a solana aparece logo atrás, com US$ 47,42 bilhões. A diferença de cerca de US$ 22 bilhões esconde um contraste curioso. Nos números de rede, quem lidera é a segunda colocada.
Cotada a US$ 81,74 nesta sexta-feira (3), a SOL precisaria avançar até aproximadamente US$ 119 para igualar a capitalização do XRP. O XRP negocia a US$ 1,12. O salto necessário é de cerca de 46%, considerando que o preço do rival permaneça estável no patamar atual. Contudo, preço é apenas uma parte da equação.
Solana domina atividade on-chain com folga

Dados da Token Terminal mostram que a rede Solana registra cerca de 3,3 milhões de endereços ativos diários, o equivalente a quase 23% do mercado de Layer-1s. O XRP Ledger, no mesmo período, oscila entre 15 mil e 39,5 mil endereços ativos nos dias de maior movimento. Isso representa uma fração do que a rival apresenta.
No volume transacional, a distância vira abismo. A blockchain da Solana processa cerca de 299 milhões de transações por dia, capturando 42% do mercado global. Já o XRPL registra 1,7 milhão. Em taxas diárias, são US$ 617,3 mil arrecadados pela Solana contra apenas US$ 1,9 mil no ledger da Ripple.
Assim, a tendência se repete na receita de protocolo. Desde o início de 2026, a Solana acumula cerca de US$ 36,7 milhões em receita. Isso a coloca em terceiro lugar entre todas as blockchains, atrás apenas de Ethereum e Tron. O XRP Ledger, no mesmo intervalo, gerou US$ 766,9 mil. Esse valor é quase 48 vezes menor.
TVL de Solana supera XRP em mais de 130 vezes
Na frente de finanças descentralizadas, a diferença é ainda mais dramática. De acordo com a DefiLlama, a Solana concentra mais de US$ 5 bilhões em valor total travado (TVL) em seus protocolos DeFi. O XRP Ledger tem apenas US$ 38,6 milhões — uma razão de mais de 130 vezes a favor da rede fundada por Anatoly Yakovenko.
Mesmo assim, o TVL da Solana recuou desde o pico de quase US$ 9 bilhões registrado no início do ano. Além disso, esse recuo reflete a correção geral do setor. A vantagem competitiva no ecossistema DeFi, no entanto, permanece intacta. Vale lembrar que a Solana já lidera receita de dApps por nove trimestres consecutivos. Nesse quesito, ela até supera o Ethereum.
XRP vence em adoção institucional e ETFs
Onde os dados on-chain falham, a Ripple compensa. A empresa detém cerca de 75 licenças regulatórias ao redor do mundo. Ela mantém parcerias com gigantes como SBI Holdings, Santander, PNC Bank, CIBC e Aviva Investors. Essas instituições utilizam a infraestrutura da Ripple para pagamentos transfronteiriços e tokenização. Esse é um nicho em que a Solana ainda engatinha.
Assim, nos ETFs à vista, a hegemonia também é do XRP. Os produtos aprovados nos EUA acumulam US$ 1,49 bilhão em entradas líquidas desde a estreia, contra US$ 1,14 bilhão dos ETFs de Solana. A dianteira institucional ajuda a justificar por que o mercado avalia o XRP a um múltiplo superior mesmo com métricas de uso inferiores.
Investidor brasileiro paga R$ 424 na SOL e R$ 5,82 no XRP
Nas exchanges locais, o cenário se traduz em uma SOL negociada a cerca de R$ 424,74 e o XRP a R$ 5,82. O token da Ripple sobe 2,9% em 24 horas, contra alta de 1% da Solana no mesmo intervalo. Isso reforça a leitura de curto prazo favorável ao XRP. Recentemente, o XRP rompeu US$ 1,05 e liquidou US$ 634 milhões em posições vendidas. Esse movimento ampliou a distância para a Solana.
Um dado adicional pesa contra a tese do flip. A Ripple encerrou 2026 com o RLUSD já integrado a oito frentes com Mastercard, Japão e África. Isso fortalece a demanda estrutural pela rede XRPL. Para superar a Ripple, a Solana precisaria não apenas de um rali de 46% no preço. Ela também precisaria de novos catalisadores institucionais capazes de compensar a assimetria regulatória. No momento, isso ainda não está no mapa.