- SRH declarou 27.301 cotas do Franklin XRP ETF, cerca de US$ 441 mil
- Fundo XRPZ acumula US$ 519 milhões em entradas líquidas desde a estreia
- Goldman Sachs aparece como maior detentor institucional dos ETFs de XRP
Mais um gestor tradicional americano colocou XRP na carteira por meio de produto regulado. A SRH, consultoria de investimentos com US$ 3 bilhões sob gestão, declarou à SEC a posse de 27.301 cotas do Franklin XRP ETF, negociado sob o ticker XRPZ.
A posição vale aproximadamente US$ 441 mil — algo perto de R$ 2,2 milhões na cotação atual do dólar, a R$ 5,0465. Valor pequeno diante do patrimônio total da casa. O sinal, porém, não está no tamanho do cheque.
A informação consta do Formulário 13F, documento trimestral obrigatório para gestores com mais de US$ 100 milhões em ativos. O relatório mostra apenas posições compradas em ações listadas nos Estados Unidos, e sempre com defasagem: retrata a foto do último dia do trimestre. A SRH pode já ter aumentado, reduzido ou zerado essa exposição.
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A Franklin Templeton listou o fundo na NYSE Arca em novembro de 2024. A estrutura é de grantor trust passivo, com custódia direta de XRP e referência no CME CF XRP-Dollar Reference Rate.
A taxa líquida de administração é de 0,19%, uma das mais baixas entre os ETFs de XRP disponíveis no mercado americano. Nas últimas 52 semanas, a cota oscilou entre US$ 10,77 e US$ 26,09 — amplitude que resume a volatilidade do ativo subjacente.
Em 22 de outubro, o XRPZ captou US$ 3,54 milhões em um único pregão. Foi toda a entrada líquida registrada pela categoria naquele dia. Desde o lançamento, o fundo soma US$ 519 milhões em captação acumulada. No terceiro trimestre de 2026, atraiu US$ 90,64 milhões.
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Somados, os ETFs à vista de XRP administram US$ 1,488 bilhão em patrimônio líquido, com US$ 1,804 bilhão em entradas acumuladas.

Goldman Sachs aparece à frente de Jane Street e Millennium
O caso da SRH não é isolado. Levantamento da Bloomberg Intelligence sobre os 13F do segundo trimestre colocou o Goldman Sachs como maior detentor institucional de ETFs de XRP à vista, à frente de Jane Street Group e Millennium Management.
O banco reportou US$ 86,5 milhões distribuídos em cinco fundos até 30 de junho de 2026. Cerca de US$ 25,76 milhões no Bitwise XRP ETF e US$ 25,41 milhões no próprio XRPZ.
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O Morgan Stanley apareceu com posições bem menores: 6.715 cotas do fundo da Franklin, 255 do REX-Osprey e 67 do Bitwise. A AdvisorNet Financial declarou 12.380 cotas (US$ 177,8 mil). A UMB Private Wealth Management reportou US$ 100.316 em XRPZ no fim de setembro.
A exceção em volume ficou com a Vista Finance, que informou 129.958 cotas do Franklin XRP Trust, algo próximo de US$ 11,45 milhões.
Captação trimestral de US$ 307 milhões e interrupção em outubro
Entre julho e setembro de 2026, os ETFs de XRP receberam US$ 307,87 milhões líquidos. Julho trouxe US$ 27,29 milhões, agosto US$ 159,18 milhões e setembro US$ 121,40 milhões. No mesmo intervalo, o XRP subiu mais de 45%, de US$ 1,04 para US$ 1,51.
Outubro mudou o tom. Na semana encerrada em 16 de outubro, os fundos registraram saques líquidos de cerca de US$ 1,84 milhão, encerrando sequência de 13 semanas consecutivas de entrada. O ativo também recuou: o XRP opera agora a US$ 1,30 (R$ 6,56), queda de 0,3% em 24 horas.
O Bitwise XRP ETF liderou o trimestre com US$ 177,94 milhões captados e patrimônio de US$ 618,81 milhões.



