Standard Chartered mantém alvo de US$ 100 mil para Bitcoin em 2026

  • Standard Chartered vê Bitcoin como compra forte no patamar atual de US$ 63.798
  • Banco descarta risco sistêmico nas vendas recentes de BTC pela Strategy
  • Meta de US$ 100 mil substitui projeções anteriores de US$ 200 mil e US$ 250 mil

O Standard Chartered reiterou sua projeção de que o bitcoin atingirá US$ 100.000 no ciclo atual, mesmo com o ativo enfrentando forte volatilidade e cotado em US$ 63.798 cerca de R$ 326,5 mil. O banco britânico classificou o preço atual como uma oportunidade agressiva de compra, contrariando analistas que projetam nova perna de baixa abaixo dos US$ 60 mil.

Os estrategistas de ativos digitais da instituição assinaram a tese em relatório enviado a clientes. O documento destaca que os fundamentos de longo prazo do BTC permanecem intactos, apesar de saídas persistentes em ETFs à vista e da postura mais dura do Federal Reserve sobre juros. Nas últimas 24 horas, o preço subiu 1%, insuficiente para reverter o clima defensivo.

Strategy não é risco sistêmico, diz banco

Boa parte do relatório se dedica a desmontar o medo em torno da Strategy, empresa de Michael Saylor que voltou a vender bitcoin no mês passado. O gatilho foi o mergulho da ação preferencial STRC, que paga dividendos, abaixo de US$ 100. A queda comprometeu temporariamente a capacidade da companhia de captar recursos sem tocar no tesouro em BTC.

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Para o Standard Chartered, a reação do mercado foi desproporcional. Os analistas argumentam que, uma vez que o STRC recupere o patamar de US$ 100, a Strategy volta a honrar compromissos financeiros sem precisar liquidar posições em bitcoin. O tema divide Wall Street o JPMorgan já apontou que o verdadeiro risco ao BTC não vem de Saylor, e sim de blockchains privadas emergentes.

Banco britânico ecoa Ferraioli, da Schwab, e vê manobra do STRC como engenharia financeira legítima, não estresse terminal. A pressão vendedora recente foi analisada em detalhe quando a companhia se desfez de 3.588 BTC em uma única janela, movimento que reacendeu comparações segundo alguns críticos, exageradas com o colapso da FTX.

Histórico de metas não cumpridas pesa contra

A credibilidade do relatório precisa ser calibrada pelo retrospecto. Em 2024, o próprio Standard Chartered elevou o alvo de fim de ano para US$ 150 mil e cravou pico de ciclo em US$ 250 mil para 2025. Nenhuma das duas metas se concretizou. Ainda assim, analistas dobraram aposta, projetando US$ 200 mil até dezembro com base em fluxos institucionais e tesourarias.

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A realidade foi mais dura. Deterioração do apetite por risco, saques em ETFs e abandono de cortes agressivos do Fed forçaram revisões baixistas. Primeiro para US$ 150 mil. Agora, US$ 100 mil como teto para 2026. O último balanço de ETFs reforça o cenário, os produtos americanos perderam US$ 95 milhões em captação líquida na semana passada.

B3 lança derivativos em meio à disputa de narrativas

No Brasil, o pano de fundo é a estreia recente das opções sobre futuros de Bitcoin, Ethereum e Solana na B3, que ampliam o arsenal de hedge disponível para investidores locais justamente em ciclo de indefinição. Traders da Kalshi se dividem, metade vê BTC abaixo de US$ 50 mil, enquanto Standard Chartered sustenta piso próximo.

No mercado à vista, o BTC oscila em um corredor apertado. A resistência técnica na região de US$ 64 mil segue intacta desde o início do mês, e o RSI sinaliza esgotamento comprador de curto prazo. Baleias, por outro lado, aumentaram exposição 270 mil BTC foram acumulados por endereços grandes enquanto ETFs sangravam. O descompasso entre fluxo institucional e comportamento das carteiras dominantes define o próximo teste do preço.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.