- XRP opera perto de US$ 1,14 com suporte crítico em US$ 1,10 sob teste
- Produtos ligados ao XRP acumulam US$ 1,45 bilhão em entradas líquidas
- Reservas em exchanges caem a 1,6 bilhão de tokens, mínima de sete anos
O XRP segue preso em uma faixa estreita neste sábado, com o preço oscilando entre US$ 1,13 e US$ 1,15 após nova tentativa frustrada de romper a barreira dos US$ 1,20. A cotação atual está em US$ 1,14, ou cerca de R$ 5,88, com queda de 0,3% em 24 horas. O volume diário ficou próximo de US$ 872 milhões, abaixo da média recente.
Os números mensais explicam o desconforto dos compradores. O token acumula recuo superior a 16% nos últimos 30 dias, mesmo mantendo o valor de mercado em torno de US$ 71 bilhões e a sexta posição no ranking global. A leitura técnica é direta: enquanto o piso de US$ 1,10 aguentar, o cenário continua sendo de consolidação, não de reversão.
Faixa estreita entre US$ 1,10 e US$ 1,20 define próximo movimento

Além disso, a estrutura do gráfico não mudou em relação à semana passada. Compradores tentaram empurrar o ativo até US$ 1,20, mas o volume não confirmou o rompimento. Vendedores, por sua vez, não conseguiram romper o suporte de US$ 1,10. Resultado: o ativo segue trancado dentro da mesma banda.
Uma perda de US$ 1,10 expõe diretamente os níveis de US$ 1,05 e, em seguida, US$ 1,00 — região que coincide com médias móveis longas no diário. Já para o lado de cima, o roteiro pede fechamento acima de US$ 1,20 com volume relevante antes de qualquer projeção para US$ 1,25 e US$ 1,30. Sem isso, qualquer movimento direcional perde força no segundo dia.
O contexto importa para o investidor brasileiro: corretoras locais como Mercado Bitcoin e Foxbit operam o par XRP/BRL com liquidez razoável, e a faixa atual converte o ativo para a casa dos R$ 5,80, abaixo da máxima recente do trimestre. Em períodos de baixa volatilidade como este, spreads em exchanges nacionais tendem a se alargar — algo que costuma penalizar quem entra e sai com frequência.
Reservas em exchanges caem 50% e ETFs acumulam US$ 1,45 bi
Assim, dois indicadores estruturais sustentam o argumento dos compradores. As reservas de XRP em exchanges caíram para cerca de 1,6 bilhão de tokens, menor nível em sete anos e recuo aproximado de 50% desde outubro de 2025. Oferta enxuta em corretoras tende a amplificar movimentos de alta quando a demanda volta — o efeito inverso da pressão vendedora típica de topos.
Os ETFs ligados ao ativo também seguem captando. Dados da SoSoValue mostram entrada líquida semanal de US$ 10,66 milhões na semana encerrada em 18 de junho, em linha com os US$ 10,68 milhões da semana anterior. O acumulado chega a aproximadamente US$ 1,45 bilhão, com ativos sob gestão próximos de US$ 1 bilhão. O fluxo é modesto se comparado ao do ETF de XRP frente a produtos como HYPE, mas indica demanda institucional persistente.
No contrapeso, baleias distribuíram mais de 30 milhões de XRP em cinco dias, segundo dados on-chain. A atividade da rede também desacelerou no período, sinal de que a base de usuários ativos não acompanha o discurso de adoção corporativa.
Ripple amplia RLUSD, MXNB e x402 para pagamentos com IA
Assim, a Ripple manteve o ritmo de anúncios ligados a utilidade. A empresa expandiu a stablecoin RLUSD pela rede de liquidação da Mastercard, participou do Series E da Flutterwave para acelerar pagamentos em África e fechou parceria com a Bitso para a MXNB, stablecoin lastreada no peso mexicano emitida na XRP Ledger. O movimento aproxima a rede da infraestrutura latino-americana e cria precedente útil para projetos de remessa entre Brasil e México.
No campo técnico, a Ripple lançou o XRPL AI Starter Kit, conjunto que permite a agentes de inteligência artificial executar pagamentos em XRP e RLUSD via protocolo x402. A frente de tokenização também ganhou força com o XRPL liderando US$ 1,9 bilhão em ativos tokenizados, à frente de Ethereum e Stellar nesse nicho.
CLARITY Act segue para votação no Senado
Além disso, o CLARITY Act passou pelo comitê e agora depende do plenário do Senado, onde precisa de 60 votos para avançar. A aprovação reclassificaria parte dos ativos digitais como commodities, dando previsibilidade jurídica para emissores e custodiantes. Para o XRP, que já é usado em pilotos de liquidação de Treasuries tokenizados, a regra federal destravaria contratos com bancos e gestoras que hoje aguardam definição. Detalhes da agenda legislativa estão disponíveis na página oficial do Congresso dos EUA.