Tesouros tokenizados no XRPL saltam 8x e reacendem tese do XRP a US$ 10

  • Tesouros tokenizados no XRP Ledger saltaram de US$ 50 mi para US$ 418 mi em um ano
  • Valor total de RWAs na rede ultrapassa US$ 3,6 bilhões em cinco meses
  • XRP é negociado a US$ 1,42 e analistas projetam alvo de US$ 10

O avanço dos ativos do mundo real na rede da Ripple ganhou nova escala. Títulos do Tesouro norte-americano tokenizados no xrp Ledger passaram de US$ 50 milhões para US$ 418 milhões em aproximadamente doze meses — um salto de oito vezes que recolocou o blockchain no radar de gestores institucionais.

O movimento é puxado por OpenEden, Ondo Finance e Zeconomy, plataformas que vinham testando trilhos alternativos e migraram parte da emissão para o XRPL. Segundo a RWA.xyz, a rede subiu mais de 60% nos últimos 30 dias no ranking de ativos tokenizados, encostando na BNB Chain.

Considerando todas as categorias — fundos, bonds, commodities e crédito privado —, o valor total tokenizado no XRPL ultrapassa US$ 3,6 bilhões em apenas cinco meses, conforme dados compartilhados pelo comentarista X Finance Bull. O XRP opera no momento a US$ 1,42, em compasso de espera apesar da expansão da infraestrutura.

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Institucionais puxam a fila

XRP

A composição dos emissores importa mais do que o número absoluto. OpenEden e Ondo são nomes que já operam com tesouros tokenizados em redes como Ethereum e Solana, e a decisão de duplicar emissão no XRPL sinaliza tração comercial — não apenas experimentação.

A presença desses players reforça uma tese que vem sendo construída há meses pela Ripple: a de que o XRPL pode capturar fatia relevante do mercado global de ativos tokenizados, hoje estimado em mais de US$ 350 bilhões. A participação atual do ledger é de cerca de 1% desse total. Para efeito de comparação, o segmento de RWAs tokenizados em geral dobrou de tamanho no último ano, puxado por BlackRock e pela própria Ondo.

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Dados da firma de análise Evernorth indicam que a emissão e a movimentação on-chain no XRPL não se limitam a depósitos estáticos. Há rotatividade de carteiras institucionais e transferências recorrentes — padrão típico de uso operacional, não de vitrine.

O argumento do XRP a US$ 10

X Finance Bull, que se descreve como educador da comunidade XRP, usou os números para sustentar a tese de que o token segue subprecificado. Para ele, se trilhões em ativos tradicionais migrarem para o ledger, o preço justo do XRP ficaria bem acima dos níveis atuais — com alvo declarado de US$ 10.

O analista comparou o ceticismo atual ao que cercava o Bitcoin quando o ativo era negociado abaixo de US$ 100. O BTC chegou a um fechamento recorde próximo de US$ 126 mil em outubro de 2025. A analogia é discutível: a tese do Bitcoin se ancora em escassez programada, enquanto a do XRP depende de adoção da rede como infraestrutura de liquidação.

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Outro ponto que merece atenção do investidor brasileiro é o descolamento entre fundamentos do ledger e o preço do token. O volume de RWAs no XRPL cresceu mais de 700% em um ano, mas o XRP acumula desempenho lateral no mesmo período. Esse tipo de divergência costuma se resolver em duas direções: ou via reprecificação súbita quando a narrativa institucional vira mainstream, ou via frustração se a captura de valor pelo token nativo não se materializar.

Contexto para o investidor brasileiro

No Brasil, a tokenização de ativos vem ganhando contornos práticos. O Banco Central avança com o Drex e a CVM já regulamenta ofertas tokenizadas via Resolução 88. Esse pano de fundo cria ambiente regulatório compatível com o tipo de produto que OpenEden e Ondo emitem no XRPL, ainda que a porta de entrada local seja outra.

Vale lembrar que o apetite institucional pelo XRP cresceu em paralelo. Os ETFs de XRP captaram US$ 25,8 milhões em uma única janela, o maior fluxo desde janeiro. E o número de carteiras de baleias na rede bateu recorde com 332 mil endereços acumulando posições relevantes.

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Sou jornalista com mais de 20 anos de trajetória, dedicando a última década exclusivamente ao mercado de criptomoedas e ativos digitais. Minha formação acadêmica inclui o bacharelado em Jornalismo pela FACCAMP e uma pós-graduação em Globalização e Cultura, o que me permite analisar o ecossistema cripto sob uma ótica macroeconômica e social. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de entrevistar figuras centrais da história contemporânea e da tecnologia, como Adam Back, Bill Clinton e Henrique Meirelles. Além da atuação na linha de frente da informação, acompanhei de perto as discussões que moldam o sistema financeiro global em fóruns multilaterais de alto nível, como o G20 e o FMI. Decidi migrar do setor público para o mercado de blockchain por convicção: acredito no potencial técnico e disruptivo dessa tecnologia para redesenhar o futuro da economia digital. Hoje, utilizo minha experiência para traduzir a complexidade deste mercado com rigor jornalístico e visão estratégica.