- Binance e Franklin Templeton ampliam tokenização institucional com segurança
- Instituições usam fundos tokenizados como garantia sem mover ativos
- Parceria reforça integração entre finanças tradicionais e blockchain
A Binance e a Franklin Templeton avançam rapidamente na integração entre finanças tradicionais e blockchain. As empresas lançaram um novo programa que libera US$ 766 milhões em ativos tokenizados para uso como garantia em negociações institucionais.
As companhias ampliam uma iniciativa apresentada em 2025, agora com escopo muito maior e demanda crescente de grandes players do mercado.
Integração de fundos tradicionais com negociação digital
A iniciativa permite que instituições utilizem cotas tokenizadas de fundos do mercado monetário, emitidas pela plataforma Benji Technology, como garantia dentro da Binance. Esses ativos permanecem sob custódia regulamentada de terceiros, enquanto a operadora replica o valor tokenizado por meio da infraestrutura da Ceffu.
O modelo reduz riscos clássicos do setor, já que elimina a necessidade de enviar ativos diretamente para a exchange. Assim, os clientes preservam rendimento, liquidez e proteção regulatória, mas ganham acesso à negociação digital com mais eficiência.
A solução responde a um desafio enfrentado há anos, como permitir que instituições usem ativos tradicionais e regulamentados no ambiente de cripto sem comprometer a segurança. Agora, o uso de cotas tokenizadas resolve essa lacuna e cria um mecanismo operacional mais seguro.
Roger Bayston, chefe de ativos digitais da Franklin Templeton, reforçou o impacto. Ele afirmou que a estrutura “permite aplicar ativos sob custódia enquanto se obtém rendimento com segurança em novas formas”.
Custódia reforçada e operações 24/7
A Binance também permitirá que esses valores espelhados movimentem negociações à vista e de derivativos. Dessa forma, a plataforma reduz a necessidade de exposição direta, algo essencial para instituições que priorizam gestão de risco robusta.
A Ceffu, parceira de custódia institucional, mantém os ativos fora da exchange, mas os conecta ao ecossistema de liquidação da Binance. Isso cria um modelo híbrido que une supervisão regulatória e infraestrutura blockchain.
Catherine Chen, diretora institucional da Binance, destacou que a oferta de ativos do mundo real (RWA) tokenizados é um passo natural para aproximar finanças tradicionais e digitais. Já Ian Loh, CEO da Ceffu, afirmou que as instituições querem modelos que preservem segurança sem sacrificar eficiência.
O movimento acompanha uma tendência global: mercados sofisticados adotam ativos tokenizados para operar 24 horas por dia, 7 dias por semana, com garantia mais estável e maior controle operacional.
A Binance reforça esse posicionamento ao expandir o fundo de proteção SAFU, que recebeu mais US$ 300 milhões em BTC, elevando seus recursos totais para mais de US$ 720 milhões.
A parceria também avança no estudo de novos produtos regulados que conectem investimentos tradicionais ao universo blockchain de forma segura. O novo programa pode atrair ainda mais instituições para modelos de alocação de capital tokenizado, ampliando a participação no mercado cripto.


