- Binance afirma que o Bitcoin segue resiliente mesmo após a forte correção.
- Dados de longo prazo mostram valorização de quase 7 vezes em seis anos.
- Institucionais, empresas e stablecoins continuam sustentando a liquidez do mercado.
A Binance tentou reduzir o clima de tensão no mercado após a recente correção que atingiu várias classes de ativos. Em meio ao temor crescente entre investidores de varejo, a empresa afirmou que o Bitcoin continua forte, mesmo após dias de volatilidade. O vice-presidente regional da exchange para as Américas, Guilherme Nazar, ressaltou que o momento exige atenção, mas não deve ser interpretado como sinal de fragilidade estrutural do setor.
Logo no início, Nazar reconheceu o impacto emocional provocado pelas quedas recentes. Ele afirmou que muitos investidores sentem o efeito imediato das correções, especialmente aqueles que operam com pouca margem. Porém, ele destacou que “a capitalização de mercado e os preços dos tokens sozinhos não refletem totalmente a saúde do ecossistema cripto”, reforçando que existem métricas mais amplas que indicam resiliência.
Apesar do nervosismo generalizado, o executivo lembrou que o desempenho do Bitcoin no longo prazo continua impressionante. Ele observou que, em fevereiro de 2020, o ativo era negociado perto de US$ 9.600 e agora, seis anos depois, gira em torno de US$ 65.000. De acordo com ele, “isso representa um aumento de quase sete vezes, mesmo com períodos de forte volatilidade”. Nazar comparou esse avanço ao do índice S&P 500, que dobrou no mesmo período. Essa diferença mostra, na visão dele, o potencial superior dos criptoativos para gerar retornos excepcionais.

Binance e perspectiva do Bitcoin
Ao analisar o ambiente atual, o executivo disse que movimentos de queda fazem parte do ciclo natural do mercado. Ele afirmou que “o que molda a trajetória de longo prazo são os fundamentos, não as oscilações de curto prazo”. Nesse sentido, apontou que a participação institucional permanece elevada. Os ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos, por exemplo, detêm cerca de 1,27 milhão de BTC, apenas um pouco abaixo do recorde histórico, mesmo após a correção.
Nazar destacou ainda o forte engajamento corporativo. Em janeiro deste ano, empresas públicas adicionaram mais de 43 mil BTC aos seus balanços, elevando a soma total para mais de 1,1 milhão de BTC. Esse comportamento indica, segundo ele, decisões estratégicas de longo prazo, e não respostas impulsivas às mudanças de preço.
Além disso, chamou atenção para a expansão das stablecoins, cuja oferta ultrapassa US$ 306 bilhões. Ele explicou que “essa liquidez substancial apoia negociações, liquidações e garantias, oferecendo estabilidade em momentos de incerteza”.
O executivo também analisou o quadro macroeconômico global. Caso a oferta monetária siga se expandindo, com o agregado G4 M2 projetado para alcançar US$ 105 trilhões até 2028, os ativos digitais podem se beneficiar de condições melhores de liquidez. Paralelamente, o avanço da tokenização e da infraestrutura on-chain indica um setor em crescimento constante. Os ativos do mundo real tokenizados já superam US$ 24 bilhões e seguem em expansão.
Mesmo reconhecendo os desafios atuais, Nazar afirmou que permanece confiante no futuro do setor. Segundo ele, “os fundamentos estão se fortalecendo e se acumulam através dos ciclos de mercado”, o que sustenta a visão otimista da empresa. Para a Binance, o Bitcoin continua sólido, e o período de turbulência deve ser encarado como parte normal de um mercado que amadurece rapidamente.

