- Analista alerta para nova queda do Bitcoin
- Suporte em US$ 60 mil entra no radar
- Liquidez frágil aumenta risco de correção
O preço do Bitcoin volta ao centro das atenções após um alerta relevante de mercado. O analista Michaël van de Poppe, conhecido por antecipar movimentos importantes, incluindo a alta observada em 2025, passou a adotar um tom mais cauteloso sobre o ativo.
Em publicação feita em 28 de março de 2026, o especialista afirmou que o Bitcoin “não parece estar em boa situação” nos níveis atuais. A declaração marca uma mudança significativa em relação às análises anteriores, quando ele sustentava uma visão mais otimista.
Atualmente, o Bitcoin enfrenta dificuldades para se manter acima de regiões consideradas críticas. Esse comportamento reforça a percepção de fragilidade no curto prazo e aumenta a probabilidade de novas quedas.
De acordo com van de Poppe, o mercado pode repetir um padrão já observado em ciclos anteriores. Nesse cenário, o ativo tende a passar por um período de consolidação lateral antes de retomar o movimento de baixa e buscar novas mínimas.
O analista destaca que a região de US$ 60.000 surge como um ponto relevante. Para ele, esse nível pode representar uma zona mais atrativa para investidores iniciarem posições de compra, caso a correção se confirme.
Por outro lado, ele estabelece um limite claro para invalidar esse cenário. De acordo com o especialista, apenas uma quebra sustentada acima de US$ 71.000 poderia mudar a atual perspectiva negativa.
Mudança de visão chama atenção do mercado
A nova leitura do analista ganha ainda mais peso ao ser comparada com suas declarações recentes. Poucos dias antes, em 23 de março, van de Poppe defendia uma tese otimista para o Bitcoin.
Na ocasião, ele argumentava que a correção do ciclo estava dentro de padrões históricos. O analista citava a relação entre Bitcoin e ouro para sustentar que o mercado poderia estar próximo de um fundo.
Segundo ele, ciclos anteriores mostraram que períodos de baixa entre 13 e 14 meses costumam anteceder reversões. Essa análise indicava uma possível consolidação antes de uma nova tendência de alta.
No entanto, o comportamento recente do preço mudou esse entendimento. A incapacidade do Bitcoin de sustentar níveis-chave enfraqueceu a tese otimista e levou o analista a revisar sua projeção.
Agora, ele considera mais provável a continuidade da queda, cenário que anteriormente não aparecia como o principal em sua análise.
Liquidez frágil amplia risco de queda
Outros especialistas já vinham alertando para a fragilidade da recente valorização do Bitcoin. O analista Willy Woo destacou que o movimento acima de US$ 75.000 teve forte influência de mercados futuros.
Segundo Woo, a alta contou principalmente com a participação de investidores de curto prazo. Esse tipo de fluxo tende a criar uma base de liquidez menos sólida, o que aumenta a volatilidade.
Quando o mercado se apoia em posições alavancadas, movimentos bruscos podem desencadear liquidações em cadeia. Esse efeito amplia tanto as quedas quanto as recuperações.
Woo também descreveu esse cenário como uma possível “armadilha para touros”, na qual investidores entram no mercado esperando continuidade da alta, mas acabam sendo surpreendidos por reversões rápidas.
Essa leitura se alinha à análise atual de van de Poppe. Ambos indicam que o Bitcoin pode enfrentar novas pressões no curto prazo, especialmente se não conseguir recuperar níveis técnicos importantes.
Diante desse contexto, o mercado segue atento aos próximos movimentos. O comportamento do preço nas regiões de suporte e resistência deve definir se o ativo encontrará estabilidade ou continuará em trajetória de correção.


