- Bitcoin mostra força, mas tendência ainda indefinida
- Dados on-chain indicam recuperação inicial, não confirmação
- Rompimento técnico definirá novo ciclo de alta
O Bitcoin pode disparar? A pergunta voltou às mesas de operação após a criptomoeda retomar força e se aproximar de US$ 76.000. O movimento reacendeu o apetite por risco e animou investidores que aguardavam um novo ciclo de valorização.
Ao mesmo tempo, os dados mostram que o mercado ainda não consolidou um verdadeiro limiar de mercado em alta. Analistas apontam que a recente valorização pode representar apenas uma recuperação inicial, marcada por volatilidade intensa e movimentos rápidos.
Levantamento da Glassnode indica que o preço entrou em uma zona considerada “aberta”, entre US$ 72.000 e US$ 82.000. Nessa faixa, há menor concentração de moedas adquiridas, o que reduz a resistência imediata.

Essa leitura parte da distribuição de preços realizados de UTXOs (URPD), métrica que revela onde os investidores acumularam Bitcoin ao longo do tempo. Quando há menos moedas concentradas em determinado intervalo, o ativo tende a oscilar com mais liberdade.
Dados on-chain mostram espaço para alta, mas com condição
Outro ponto relevante envolve a rentabilidade da rede. Atualmente, cerca de 60% da oferta circulante está em lucro. Historicamente, esse patamar aparece nos estágios iniciais de recuperação.
No entanto, especialistas alertam que uma alta consistente acima de 75% teria peso maior como confirmação de um novo mercado de alta do Bitcoin. Caso contrário, o cenário pode continuar frágil.

Além disso, o mercado enfrenta pressão de venda relevante. Assim que o preço superou US$ 74.000, detentores de curto prazo passaram a realizar lucros em ritmo acelerado.
Os ganhos realizados chegaram a aproximadamente US$ 18,4 milhões por hora. Esse comportamento já apareceu em tentativas anteriores de retomada que acabaram perdendo força.
Se o preço do Bitcoin conseguir absorver essa realização e manter suporte firme acima de US$ 70.000, cresce a probabilidade de avanço para a faixa entre US$ 78.000 e US$ 82.000. Por outro lado, falhas nesse suporte podem devolver o preço a níveis inferiores.

Análise técnica mantém alerta ligado
Do ponto de vista técnico, a estrutura maior ainda inspira cautela. Nos gráficos diários e semanais, o ativo mantém sequência de máximas e mínimas descendentes.
Esse padrão indica que a tendência principal ainda não virou oficialmente para alta. Para mudar essa leitura, o Bitcoin precisa romper a máxima anterior, próxima de US$ 97.855.

Essa região coincide com a chamada zona dourada de Fibonacci, entre as retrações de 0,5 e 0,618. Traders monitoram esse intervalo como área decisiva em possíveis reversões.
Uma ruptura clara, seguida de consolidação acima desse patamar, sinalizaria força compradora consistente. Sem isso, o movimento atual pode permanecer como recuperação técnica.
O indicador de ciclo da CryptoQuant reforça o tom moderado. Embora tenha melhorado recentemente, ele continua em território de baixa, distante do nível que confirmaria impulso sustentável.

Outro ponto crucial envolve a média móvel de 365 dias, ainda em terreno negativo. Esse filtro de longo prazo ajuda a separar oscilações temporárias de mudanças estruturais.
Diante desse conjunto de sinais, o cenário combina oportunidade e prudência, com destaque nas criptomoedas promissoras. O Bitcoin mostra força renovada, mas precisa superar barreiras técnicas e absorver vendas para confirmar um novo ciclo de alta.

