- Estratégia ambiciosa tenta reverter anos de queda nas ações
- Mineração marca nova fase após reformulação completa na Nasdaq
- BitVentures busca recuperação ao adotar operações de ativos digitais
A BitVentures iniciou sua primeira operação de mineração de criptomoedas poucas semanas após concluir uma ampla reformulação de marca na Nasdaq. O movimento sinaliza uma virada estratégica clara na trajetória recente da companhia.
A iniciativa marca a entrada definitiva da empresa em um setor considerado vital para grupos que buscam novas fontes de receita. A estratégia surge após um longo período de desempenho financeiro fraco.
Bitventures aposta em mineração após anos de prejuízos
A empresa confirmou a aquisição de frotas de mineradores da Bitmain, incluindo três modelos Antminer. Assim, ela pretende minerar Bitcoin em data centers instalados nos Estados Unidos. A operação inclui 0,5 megawatts de capacidade energética, que serão ativados até o final do mês, segundo informações divulgadas pela companhia.
A BitVentures descreveu o novo braço de mineração como o pilar de uma estratégia maior de ativos digitais, que poderá incluir staking e execução de nós no futuro. Ainda assim, a companhia não detalhou planos adicionais. Mesmo com pouco histórico em blockchain, ela busca ampliar presença em um mercado que continua atraindo empresas listadas, sobretudo aquelas que enfrentam dificuldades prolongadas.
Antes da mudança, a empresa atuava como Santech Holdings e negociava ações sob o código STEC. Com a reformulação, passou a usar o nome BitVentures e adotou o código BVC em 24 de dezembro. O documento enviado à SEC explica que a nova marca reflete um foco renovado em tecnologia avançada e investimentos em estágio inicial.
Rebranding tenta reverter queda histórica das ações
A empresa registrou um retorno acumulado de aproximadamente -89% como emissora pública, segundo dados do Yahoo Finance. A forte queda reforça a necessidade de uma mudança estrutural. No primeiro semestre fiscal de 2025, a companhia apresentou receita zero, bem abaixo dos US$ 17,4 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior. A queda ocorreu após o encerramento das divisões de gestão de ativos e gestão de patrimônio.

A busca por exposição direta a criptomoedas também segue um padrão recente em empresas listadas. A 180 Life Sciences, por exemplo, adotou Ethereum como parte de sua estratégia de tesouraria após uma queda de quase 99% em suas ações. Outras companhias, como Mill City Ventures, Upexi e Nature’s Miracle, também recorreram a ativos digitais como forma de revitalizar operações pressionadas.
A BitVentures, agora reposicionada, tenta recuperar fôlego ao apostar em mineração e, possivelmente, em novos serviços de infraestrutura digital. A empresa espera que o movimento abra caminho para uma fase mais sustentável, enquanto tenta reconquistar investidores em meio a um mercado competitivo e em rápida evolução.

