- Dan Finlay, cofundador da MetaMask, anunciou que está deixando a Consensys
- Finlay ajudou a fundar a MetaMask em 2016, junto com Aaron Davis, e participou do crescimento do produto dentro da Consensys
- Antes de anunciar a saída, Finlay destacou o lançamento do recurso Advanced Permissions, associado ao padrão ERC-7715
Dan Finlay, cofundador da MetaMask, anunciou que vai deixar a Consensys após cerca de dez anos construindo a carteira. Segundo ele, a decisão veio depois de um período de burnout e de uma escolha pessoal de priorizar a família. Ao mesmo tempo, a saída acontece quando a MetaMask amplia funções para além de uma simples extensão de navegador, em um mercado que disputa usuários com carteiras cada vez mais completas.
Saída de Dan Finlay marca virada após uma década na Consensys
Finlay ajudou a fundar a MetaMask em 2016, junto com Aaron Davis, e participou do crescimento do produto dentro da Consensys. Desde então, a carteira deixou de ser apenas um ‘conector’ de dApps no Ethereum.

Em vez disso, ela evoluiu para suportar ativos tokenizados, integração com redes além de EVM e até cartões de pagamento com marca Mastercard em alguns mercados. Além disso, a decisão de sair reforça uma realidade comum em empresas de cripto: ciclos longos, pressão constante e mudanças rápidas de prioridade.
Portanto, quando um fundador se afasta, o mercado lê o movimento como ajuste de ritmo e também como sinal de maturidade. Ainda assim, a Consensys não indicou que o produto perderá continuidade por causa da transição.
Enquanto isso, a comunidade reagiu com mensagens de apoio e com atenção especial ao que muda na liderança de produto. Assim, a discussão deixou de ser apenas ‘troca de cadeira‘ e passou a incluir o futuro de segurança, experiência do usuário e integração com o mundo financeiro tradicional.
MetaMask aposta em permissões avançadas e mira uso recorrente onchain
Antes de anunciar a saída, Finlay destacou o lançamento do recurso Advanced Permissions, associado ao padrão ERC-7715. Em termos práticos, o mecanismo permite que aplicativos executem ações em nome do usuário, porém com limites finos e regras pré-definidas.
Assim, dApps podem oferecer fluxos mais parecidos com pagamentos recorrentes e automações, sem exigir cliques a cada passo.
Além disso, essa mudança conversa com um objetivo maior: reduzir fricção para quem usa cripto no dia a dia. Por exemplo, permissões mais granulares ajudam a controlar risco, enquanto melhoram a usabilidade.
Ao mesmo tempo, o tema exige cuidado, porque autorizações erradas viram porta para golpes e drenagens. Portanto, a carteira tende a reforçar transparência e revisão de permissões como parte da experiência.
Por fim, a saída de Finlay coloca um holofote sobre o próximo ciclo da MetaMask. Assim, a carteira tenta provar que consegue crescer com automação, pagamentos e múltiplas redes, mantendo segurança e clareza para o usuário.

