ETFs de HYPE superam Bitcoin em 3 dos 6 primeiros pregões

  • ETFs de HYPE superaram captação dos fundos de Bitcoin em 3 dos 6 primeiros dias
  • Emissores compraram 2,5 vezes mais HYPE do que o fundo de queima retirou
  • Solana ainda lidera entradas ajustadas por capitalização entre os ETFs cripto

Os ETFs à vista atrelados ao token hyperliquid chegaram ao mercado americano com tração acima do esperado e bateram, em entradas relativas, produtos consolidados como os de Bitcoin e Ether. O desempenho da estreia coloca a Hyperliquid no centro do debate sobre a próxima onda de ETFs cripto fora do duopólio BTC-ETH.

Levantamento publicado pela analista Aletheia, do Bitcoin Suisse AG, em publicação no X, mostra que os ETFs de HYPE registraram captação relativa superior à dos fundos de Bitcoin em três dos seis primeiros pregões. Frente aos ETFs de Ether, a vantagem apareceu em cinco das seis sessões.

Apenas os produtos ligados à Solana mantiveram entradas ajustadas por capitalização de mercado consistentemente acima da Hyperliquid, superando-a em quatro dos seis dias. O sinal mais forte veio na sexta sessão, quando o HYPE registrou entradas significativamente maiores que os concorrentes diretos.

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Estrutura de mercado favorece a estreia

O lançamento ocorre em um momento peculiar para o token. Boa parte do float em circulação já havia sido absorvida por veículos de tesouraria e compradores ligados ao próprio ecossistema antes da chegada dos ETFs.

Holders antigos, segundo o levantamento, tiveram tempo de distribuir posições antes do produto passivo entrar em cena. Esse desenho reduz um risco clássico de estreias de ETF, a colisão entre demanda institucional nova e pressão vendedora acumulada por investidores iniciais.

Outro ponto observado é a interação entre os emissores dos ETFs e o Assistance Fund, mecanismo da Hyperliquid que compra HYPE no mercado para queimar. Nos seis primeiros dias, os emissores adquiriram cerca de 2,5 vezes mais tokens do que o fundo retirou de circulação no mesmo período.

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Se o fluxo persistir, a combinação entre queima permanente e demanda passiva sustentada pelos ETFs altera de forma material a oferta líquida do ativo. É uma equação que lembra, em escala menor, o efeito que os ETFs de Bitcoin produziram sobre o supply disponível em corretoras ao longo de 2024.

Rotação institucional além de BTC e ETH

A aposta institucional na Hyperliquid se insere em um movimento mais amplo de diversificação. Depois de BTC e ETH abrirem o caminho regulado nos EUA, novos produtos passaram a mirar ecossistemas voltados a DeFi, derivativos on-chain e infraestrutura de trading de alta performance.

A própria movimentação de Goldman Sachs, que recentemente zerou ETFs de XRP e Solana para concentrar posição no IBIT da BlackRock, sinaliza que a alocação institucional em altcoins ainda passa por seleção rigorosa. A leitura é que apenas projetos com narrativa de receita ou infraestrutura defensável atraem capital fora da dupla principal.

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A Hyperliquid ganha espaço nos derivativos on-chain, capturando volume relevante e disputando mercado com DEXs já consolidadas.

O que isso significa para o investidor brasileiro

No Brasil, o HYPE ainda não conta com ETF listado na B3, mas o token é negociado em corretoras internacionais acessíveis a brasileiros e em DEXs. A CVM segue sem aprovar produtos de cripto fora do trio Bitcoin, Ether e Solana, o que mantém o investidor local dependente de exposição direta ao token ou via plataformas estrangeiras.

O comportamento dos ETFs nos EUA tende a influenciar a precificação global. Quando produtos passivos absorvem oferta a um ritmo superior ao do mecanismo de queima do próprio protocolo, a tendência é de aperto na liquidez disponível para venda nas corretoras à vista o mesmo padrão observado nos ETFs de Bitcoin durante 2024, quando a BlackRock concentrou parcela expressiva das entradas.

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Resta saber se o ritmo da primeira semana se sustenta. Estreias de ETFs costumam concentrar volume inicial elevado em razão de demanda represada, e a normalização nas semanas seguintes é regra. Os próximos dados de fluxo serão o teste definitivo para validar se a tese institucional sobre Hyperliquid tem fôlego além da euforia de lançamento.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.