- Hackerismo estatal financia armas nucleares com criptomoedas roubadas.
- Lazarus age com precisão militar e automação assustadora.
- Coreia do Norte domina guerra digital silenciosa e lucrativa.
Em pouco mais de uma hora, o grupo Lazarus sumiu com mais de US$ 200 milhões. Eles agiram com precisão militar, escapando antes de qualquer reação possível.
O ataque à exchange WazirX entrou para a lista crescente de operações sofisticadas do grupo. Com mais de US$ 6 bilhões roubados em uma década, o Lazarus virou o ladrão mais perigoso do mundo.
Um relatório do Wall Street Journal revelou que os crimes cibernéticos do grupo sustentam o programa nuclear da Coreia do Norte. O regime de Kim Jong Un sobrevive com essa nova fonte de renda digital.
Hackerismo de Estado: a engrenagem por trás de Kim Jong Un
As sanções internacionais cortaram o acesso da Coreia do Norte a mercados legais. Sem comércio de armas ou carvão, o país buscou outras formas de sobrevivência financeira.
Ainda mais, os hackers resolveram o problema, estima-se que o governo precise de US$ 6 bilhões por ano, incluindo verbas para armamentos.
Hoje, o país mantém mais de 8.000 hackers em tempo integral, organizados como um exército digital. Eles vivem sob rígido controle, mas com mais conforto que o cidadão comum.
Recrutados ainda crianças, os jovens com talento em matemática ou ciências passam por treinamentos intensivos. Se falham, sofrem punições físicas, segundo relatos coletados pela ONG sul-coreana PScore.
O cérebro do Lazarus está no Instagram
O Lazarus não invade sistemas à força bruta. Ele estuda, espera e se infiltra com precisão. Porém, a equipe vasculha redes sociais como LinkedIn e Instagram para criar golpes sob medida. Muitos se disfarçam como funcionários de empresas reais para ganhar acesso aos sistemas.
Em fevereiro, o grupo realizou o maior roubo de sua história, US$ 1,5 bilhão da Bybit. Só em 2024, a Coreia do Norte foi responsável por mais de 60% dos roubos no setor de criptomoedas.
O dinheiro some em minutos, convertido em moedas menos rastreáveis ou lavado por redes secretas. Porém, segundo Benedict Hamilton, da Kroll, a automação do grupo ultrapassa qualquer resposta humana.
A WazirX perdeu quase metade de seus ativos e precisou encerrar operações temporariamente. Seus representantes tentam reabrir, mas admitem que o prejuízo dificilmente será revertido.
Ainda mais, as melhores mentes de Pyongyang operam dentro do Lazarus. Eles não correm eles planejam, penetram e destroem, tudo em nome do regime.