- Secretário de Defesa admite projetos classificados com Bitcoin
- Comando militar dos EUA opera nó para monitorar rede
- China possui 194 mil BTC contra 328 mil americanos
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos mantém projetos classificados envolvendo Bitcoin, segundo revelação do secretário Pete Hegseth ao Congresso americano. Durante audiência na Câmara, Hegseth confirmou que o Pentágono desenvolve capacidades para “habilitar ou derrotar” a criptomoeda em operações militares.
A admissão veio após questionamento do deputado Lance Gooden sobre o uso estratégico do Bitcoin contra a China. Gooden enquadrou a questão como segurança nacional, não apenas como ativo financeiro. “Tenho apoiado há muito tempo o potencial do Bitcoin e das criptomoedas”, afirmou Hegseth, sem detalhar operações específicas.
Comando militar opera nó Bitcoin
O almirante Samuel Paparo, chefe do Comando Indo-Pacífico dos EUA, revelou que sua unidade mantém um nó operacional da rede Bitcoin. A instalação serve para trabalhos de segurança de rede e monitoramento, não para mineração ou trading.
Paparo descreveu o Bitcoin como ferramenta de ciência da computação ligada a criptografia e proteção de redes. O comando usa o nó para testes operacionais de cibersegurança e acompanhamento da rede em tempo real. A revelação marca a primeira confirmação pública de infraestrutura Bitcoin nas forças armadas americanas.
O contexto geopolítico amplifica a importância da revelação. Estimativas do Bitcoin Policy Institute indicam que a China controla aproximadamente 194.000 BTC, enquanto os Estados Unidos possuem cerca de 328.000 BTC. Embora sejam projeções, os números fundamentam o argumento de Gooden sobre a dimensão estratégica do ativo.
Bitcoin vira questão de defesa nacional
A criptomoeda passou de “ativo marginal” para tema de segurança nacional, segundo Gooden. O deputado citou múltiplos riscos, demandas cripto no Estreito de Ormuz, crimes cibernéticos vinculados à Coreia do Norte e as reservas chinesas de Bitcoin.
Para investidores brasileiros, a militarização do Bitcoin pelos EUA sinaliza mudança estrutural no mercado. Quando o Pentágono desenvolve capacidades operacionais com a criptomoeda, o ativo transcende a esfera financeira. A regulação brasileira precisará considerar essas implicações geopolíticas.
A confirmação de trabalhos classificados sugere que o governo americano enxerga o Bitcoin como vetor de poder nacional. Hegseth não especificou se as operações focam em capacidades ofensivas ou defensivas. Mas a mera existência desses projetos indica que Washington trata a rede como infraestrutura crítica.
Impacto no mercado global de cripto
A entrada formal do Bitcoin nos debates de defesa americana pode acelerar a adoção institucional. Quando o Pentágono reconhece publicamente operações com a criptomoeda, gestores institucionais ganham novo argumento para alocação.
O timing da revelação coincide com tensões crescentes entre EUA e China no campo tecnológico. Bitcoin surge como mais uma frente de competição, ao lado de semicondutores e inteligência artificial. A diferença: Bitcoin opera em rede descentralizada global, dificultando controle unilateral.
Para o mercado brasileiro, a novidade reforça a tese de Bitcoin como ativo geopolítico. Exchanges locais podem se beneficiar do interesse renovado, especialmente se a narrativa de segurança nacional ganhar tração global. O movimento também pressiona reguladores brasileiros a definir posições mais claras sobre custódia e uso estratégico de criptoativos.
As declarações de Hegseth e Paparo representam inflexão histórica. Bitcoin deixa de ser apenas reserva de valor ou meio de pagamento. Agora é oficialmente ferramenta de projeção de poder militar e cibernético dos Estados Unidos.

