- Schwartz cita pagamentos, tokenização, DeFi e IA como usos centrais do XRP
- Ripple Swell 2026 reúne 1.500 pessoas, 75 palestrantes e 50 sessões em Nova York
- XRP opera a US$ 1,19 com queda de 2,5% nas últimas 24 horas
O CTO emérito da Ripple, David Schwartz, colocou os casos de uso do XRP no centro da narrativa pré-evento do Ripple Swell 2026. Em publicação no X feita em 17 de junho, o veterano da empresa destacou cinco frentes onde o ativo vem ganhando tração, pagamentos, tokenização, interoperabilidade, finanças descentralizadas e inteligência artificial.
O recado deslocou o foco da logística do evento para o trabalho de desenvolvedores e empresas que constroem sobre o XRP Ledger.
“Sempre o melhor desses encontros é ver as novas formas como as pessoas estão usando o XRP”, escreveu Schwartz.
A fala chega num momento delicado para o token. O XRP opera a US$ 1,18 (R$ 6,05) nesta terça-feira, com queda de 2,5% em 24 horas, acompanhando o tom risk-off do mercado após a estreia de Kevin Warsh à frente do Federal Reserve.
Swell 2026 reúne 1.500 nomes em Nova York
A Ripple descreve o Swell 2026 como a maior edição já realizada do evento. A organização confirmou mais de 1.500 participantes, 75 palestrantes e 50 sessões distribuídas em três palcos na capital financeira americana.
A lista de convidados mistura executivos do setor cripto com nomes de finanças tradicionais e filantropia. Estão confirmados Matt Damon, cofundador da Water.org, Tom Farley, presidente da exchange Bullish, Brad Garlinghouse, CEO da Ripple; Billy Hult, CEO da Tradeweb; e Monica Long, presidente da Ripple. Schwartz também participa.
O lineup sinaliza a estratégia da empresa, aproximar o XRP de mesas institucionais sem abrir mão da comunidade de varejo que historicamente sustenta o ativo. A escolha de Nova York como sede reforça o recado para a indústria de pagamentos sediada no nordeste dos Estados Unidos.
Tesouraria corporativa vira novo eixo do XRP
Schwartz tem apoio do CEO da Ripple para sustentar a narrativa utilitária. Brad Garlinghouse já citou liquidação em três a cinco segundos, custos em frações de centavo de dólar e mais de 4 bilhões de transações concluídas no ledger como pilares do posicionamento da rede em pagamentos transfronteiriços.
A plataforma de tesouraria lançada pela Ripple permite que empresas mantenham, movimentem e contabilizem XRP e a stablecoin RLUSD dentro dos fluxos corporativos existentes. O serviço entrega valoração em tempo real e trilha de auditoria funcionalidades exigidas por times de CFO em companhias listadas.
O ângulo de tesouraria ganhou tração após relatos como o da Anodos Finance, cujo CEO Panos Mekras afirma usar XRP para folha de pagamento, gestão de caixa e liquidez cross-chain desde 2023, transitando entre XRPL, Solana e Flare.
Investidor brasileiro acompanha saques recordes na Binance
Para quem opera no Brasil, o evento chega em meio a movimentação atípica no XRP. Os saques de XRP na Binance saltaram 53% em maio, com alavancagem no topo do ano sinal de que traders estão tirando moedas das exchanges para custódia própria, padrão que costuma antecipar movimentos de longo prazo.
Vale lembrar que o XRP enfrenta, no Brasil, a mesma tributação aplicada a qualquer cripto, alíquota de 17,5% sobre ganhos de capital em operações acima de R$ 35 mil mensais, conforme a regra unificada que passou a valer em 2026. Investidores que receberem pagamentos em XRP modelo defendido pela Anodos precisam declarar o ativo como bem na ficha de criptoativos da Receita Federal.
Agenda do Swell disputa atenção com FOMC e Fed de Warsh
O calendário macro pode ofuscar parte do palco montado pela Ripple. A decisão do Fed sob Warsh, que manteve juros entre 3,5% e 3,75%, comprime narrativas de risco no curto prazo. O Citadel já projeta possível alta de juros em setembro, cenário que historicamente pressiona altcoins de capitalização média como o XRP. O Swell 2026 será o teste para medir se a tese de utilidade segura o ativo independentemente do humor macro.