Senai fecha parceria inédita com a Cardano

Cardano Brasil
  • SENAI-SP e Fiesp firmam parceria inédita com a Cardano Foundation para capacitar 130 profissionais em blockchain.
  • Iniciativa mira aplicações industriais, como rastreabilidade, segurança de dados, certificação de origem e contratos inteligentes.
  • Cooperação prevê cursos, workshops e pilotos práticos em setores como máquinas, equipamentos, automotivo e manufatura.

A Fiesp e o SENAI-SP firmaram nesta quinta-feira, 25, uma parceria inédita com a Cardano Foundation para capacitar profissionais e ampliar o uso de blockchain em aplicações industriais no Brasil. A iniciativa começa com o treinamento de 130 profissionais do SENAI-SP, entre instrutores educacionais e pesquisadores do Distrito Tecnológico.

A cooperação desloca o debate sobre blockchain do ambiente das criptomoedas para usos ligados à produtividade industrial. As instituições pretendem aplicar a tecnologia em rastreabilidade, segurança de dados, integração entre empresas, certificação de origem de produtos. Além disso, querem promover automação de processos por meio de contratos inteligentes.

O acordo também reforça a tentativa de aproximar a indústria brasileira de ferramentas digitais que ganham espaço em cadeias globais de produção. Nesse contexto, empresas exportadoras, fabricantes de bens industriais e fornecedores pressionados por exigências de transparência passam a avaliar soluções capazes de registrar etapas produtivas. Além disso, elas buscam reduzir assimetrias de informação entre compradores, produtores e órgãos de controle.

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Segundo Emerson Costa, diretor da unidade de Cibersegurança e Inteligência Artificial do SENAI-SP, a tecnologia já atende cenários que exigem confiança, rastreabilidade e integração entre empresas. Ele cita a cadeia de suprimentos como uma das áreas com maior potencial de aplicação.

“A tecnologia blockchain já é aplicada em cenários que exigem confiança, rastreabilidade e integração entre empresas. Seu principal uso está na cadeia de suprimentos, permitindo registrar todo o ciclo de vida dos produtos, aumentar a transparência, reduzir fraudes e facilitar a identificação de falhas”, afirmou.

Rastreabilidade industrial com Cardano entra no centro da estratégia

Senai-sp

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O SENAI-SP vê espaço para o uso de contratos inteligentes em etapas como validações, pagamentos e liberações de mercadorias. Na prática, esse tipo de sistema pode reduzir burocracias. Além disso, ele cria registros compartilhados entre fabricantes, fornecedores, compradores e agentes de fiscalização.

A aposta ocorre em um momento em que empresas industriais buscam ganhos de eficiência e maior controle sobre suas cadeias. A blockchain pode registrar eventos de produção, origem de insumos, certificações e movimentações logísticas. Esse histórico permite auditorias mais rápidas e reduz disputas sobre informações operacionais.

Para Costa, a parceria une dois desafios: formar profissionais e oferecer soluções tecnológicas às empresas. “A transformação digital exige profissionais preparados para lidar com tecnologias emergentes, ao mesmo tempo, as empresas buscam soluções que aumentem a eficiência, a segurança e a competitividade. A parceria conecta esses dois desafios”, destacou.

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A Cardano Foundation afirma que a cooperação com o SENAI-SP poderá envolver pilotos de rastreabilidade industrial com clientes ativos do SENAI em setores como máquinas e equipamentos. Outros setores são o automotivo e outras áreas da manufatura.

Além disso, Guilherme Pereira da Silva, Ecosystem Growth Specialist LATAM da Cardano Foundation, disse que a iniciativa pretende adaptar experiências internacionais de rastreabilidade ao ambiente industrial brasileiro. Ele citou projetos como fWHEAT, Syngenta Foundation India e Originate Navio como referências.

“Não estamos falando de tecnologia por tecnologia. Estamos construindo a base humana que vai colocar o Brasil na vanguarda da infraestrutura digital industrial. Quando professores e pesquisadores do SENAI compreendem e aplicam blockchain, o impacto se multiplica: chega aos alunos, chega às empresas, chega à cadeia produtiva”, afirmou Pereira.

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Passaporte digital pode ganhar espaço nas exportações

Outro ponto da parceria envolve o chamado passaporte digital de produto. A ferramenta reúne informações sobre origem, materiais, etapas produtivas, manutenção, sustentabilidade e conformidade regulatória ao longo do ciclo de vida de um item.

A Cardano Foundation avalia que esse recurso pode ganhar relevância para empresas brasileiras com atuação internacional. O Brasil ocupa posição relevante em cadeias agrícolas e industriais e mantém relação comercial importante com a Europa, mercado que tende a exigir mais transparência sobre origem, produção e critérios ambientais, sociais e de governança.

De acordo com Pereira, o consumidor ou comprador consegue acessar dados do produto por meio desse registro digital. “Seja um consumidor em São Paulo comprando um produto localmente ou um comprador na Europa importando bens brasileiros, ao escanear o passaporte digital, ele pode obter prova imediata de onde os materiais foram obtidos e de como o item foi produzido”, disse.

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Apesar do potencial, a adoção em escala ainda depende de integração com sistemas já usados pela indústria, definição de padrões, governança dos dados e avaliação de custos. A tecnologia só entrega ganhos concretos quando empresas de uma mesma cadeia concordam sobre quais informações registrar. Além disso, é preciso definir quem valida cada etapa e como os dados chegam aos compradores finais.

Assim, nos próximos dois anos, a colaboração prevê novas capacitações, desenvolvimento de conteúdos educacionais, workshops para empresas e estudos com aplicação prática de blockchain em projetos de inovação industrial. O SENAI-SP também pretende oferecer cursos livres sobre a tecnologia. Assim, o foco é formação rápida e prática para estudantes e profissionais ligados à Indústria 4.0.

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Sou jornalista com mais de 20 anos de trajetória, dedicando a última década exclusivamente ao mercado de criptomoedas e ativos digitais. Minha formação acadêmica inclui o bacharelado em Jornalismo pela FACCAMP e uma pós-graduação em Globalização e Cultura, o que me permite analisar o ecossistema cripto sob uma ótica macroeconômica e social. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de entrevistar figuras centrais da história contemporânea e da tecnologia, como Adam Back, Bill Clinton e Henrique Meirelles. Além da atuação na linha de frente da informação, acompanhei de perto as discussões que moldam o sistema financeiro global em fóruns multilaterais de alto nível, como o G20 e o FMI. Decidi migrar do setor público para o mercado de blockchain por convicção: acredito no potencial técnico e disruptivo dessa tecnologia para redesenhar o futuro da economia digital. Hoje, utilizo minha experiência para traduzir a complexidade deste mercado com rigor jornalístico e visão estratégica.