- Baleias vendem milhões em ETH e BTC em pânico.
- Bitcoin despenca para US$ 75 mil e perde suportes.
- Analistas temem capitulação, mas divergem sobre fundo do ciclo.
A forte queda do Bitcoin para perto de US$ 75 mil desencadeou uma onda de pânico entre grandes investidores e acelerou a saída de várias baleias do mercado cripto. Com o movimento intenso de venda, o setor enfrenta um momento de maior tensão desde o início do ciclo, marcado por baixa liquidez e por sinais crescentes de capitulação.
O deslocamento começou quando o Bitcoin perdeu o suporte de US$ 80 mil e afundou abaixo de US$ 78 mil, algo que não ocorria desde abril de 2025. Dessa forma, a liquidez reduzida do fim de semana intensificou a volatilidade e abriu espaço para quedas rápidas. Analistas apontam que o patamar de US$ 74,5 mil voltou ao radar, reacendendo temores de uma correção ainda mais profunda.
Nesse ambiente, grandes carteiras de Ethereum também começaram a realizar prejuízo. Um dos casos mais chamativos envolveu a baleia nemorino.eth, que decidiu liquidar 7.107 WETH ao preço médio de US$ 2.514, acumulando uma perda superior a US$ 3,7 milhões. Assim, o movimento sinalizou que até investidores experientes estão optando por reduzir risco diante da pressão generalizada no mercado.
Outra baleia, conhecida por operações lucrativas com WBTC, enviou 3.500 ETH para corretoras, avaliados em cerca de US$ 8,4 milhões. Nesse caso, o envio massivo para exchanges indica intenção clara de venda, reforçando o sentimento de fuga em busca de proteção.
Queda do Bitcoin
A queda do Bitcoin abaixo da chamada “true market mean”, hoje perto de US$ 80,7 mil, intensificou a percepção de risco. Esse indicador, que representa o custo médio dos holders ativos, funciona como termômetro da saúde de curto prazo do mercado. Assim, voltar para baixo desse patamar pela primeira vez desde 2023 sugere fraqueza na estrutura atual de preços.
Analistas como Keith Alan destacam novos suportes críticos, incluindo o topo do ciclo de 2021, perto de US$ 69 mil. Desse modo, o mercado passa a trabalhar com faixas ainda mais baixas, especialmente porque o BTC já acumula queda superior a 38% desde o recorde de US$ 126 mil, registrado em outubro do ano passado.
A devolução parcial dos ganhos atinge até empresas expostas ao Bitcoin. A Strategy, maior tesouraria corporativa de BTC, corre o risco de voltar ao prejuízo caso o preço atinja US$ 76.037, nível que marca seu custo médio. Assim, o sentimento institucional também se deteriora.
Para alguns especialistas, porém, o movimento atual pode representar o fundo deste ciclo. O analista PlanC afirma que o recuo de 7% até US$ 77 mil lembra capitulações anteriores, incluindo 2018, 2020 e a queda pós-FTX. Dessa forma, ele avalia que o fundo pode estar entre US$ 75 mil e US$ 80 mil.
Outros analistas permanecem céticos. Peter Brandt prevê queda até US$ 60 mil antes de uma recuperação, enquanto Benjamin Cowen projeta o ponto mais baixo apenas em outubro. Assim, o consenso de curto prazo segue ausente, e o mercado opera com forte incerteza.


