A administração do WeChat, uma plataforma de mídia social amplamente usada na China, anunciou que encerrará as contas de usuários envolvidas no comércio de criptomoedas. A política atualizada menciona que “os comerciantes não podem se envolver em transações ilegais, como [as que envolvem] moedas virtuais”. A proibição da atividade relacionada à criptografia no WeChat será efetiva a partir de 31 de maio de 2019.
A administração do WeChat não teve escolha
Comentando o assunto, Changpeng Zhao, CEO da Binance, a maior bolsa de ativos digitais do mundo em termos de volume de negociações, disse que a administração da WeChat “provavelmente não tinha escolha”, pois pode ter sido pressionada pelo governo chinês a proibir transações criptográficas.
Zhao acrescentou que “seria difícil superar o pagamento do WeChat”, quando se trata de processar pagamentos de maneira rápida e econômica. Ele também observou que o WeChat tem uma boa UX/UI e não colocou muitas restrições sobre os tipos de atividades permitidas em sua plataforma – até recentemente proibindo criptomoedas.
Como confirmado por Dovey Wan, sócio-fundador da Primitive Ventures, o WeChat é um rede usada para liquidar transações de balcão (OTC) na China. Wan também mencionou que a proibição de criptomoedas poderia, potencialmente, ter um impacto negativo na liquidez da China.
O Grande Firewall da China
O governo chinês é conhecido por censurar e bloquear completamente a maioria dos principais sites, incluindo Facebook e YouTube. A proibição é imposta através do Grande Firewall da China, que é constantemente atualizado para restringir o acesso a sites da internet que possam interferir no sistema econômico e político da nação.
Se foi uma decisão política ou não, cabe o questionamento. Vale lembrar que em 2017, quando o setor de criptomoedas começou a desandar na China pelo medo do governo perder o controle de capital. Então, esta não seria a primeira vez que a China toma decisões restritivas em relação às criptomoedas.
Em 2017, as autoridades chinesas baníram as exchanges e ICOs da China. E o vice-presidente do PBC, Pan Gongsheng, disse que o banimento dos ICOs e exchanges foi correto, pois se o mercado tivesse continuado, seria uma ameaça à saúde financeira do país.
No mês passado, a China sinalizou que irá banir a mineração em seu território. Sendo que, 70% da mineração mundial acontece no país.

