- Expansão da WLFI acende alerta político nos Estados Unidos
- World Swap tenta avançar com câmbio barato e simples
- Investimento dos Emirados pressiona debate sobre segurança nacional
A World Liberty Financial (WLFI) anunciou que ampliará seus serviços e avançará diretamente no mercado global de câmbio e remessas. A plataforma, apoiada pela família do presidente dos EUA, Donald Trump, quer disputar espaço em um setor gigantesco e altamente competitivo. Assim, ela tenta capturar parte dos US$ 9,6 trilhões negociados diariamente no mercado de câmbio.
A empresa apresentou o projeto World Swap, que promete taxas mais baixas e uma interface simples. Dessa forma, a WLFI tenta atrair usuários que hoje dependem de provedores tradicionais.
Expansão mira câmbio e remessas globais
A movimentação ocorre logo após o pedido oficial da WLFI para operar como banco fiduciário nacional. Ao mesmo tempo, a empresa lançou a World Liberty Markets, uma plataforma de empréstimos que reforça sua presença no setor de finanças descentralizadas.
O mercado de remessas, por sua vez, continua crescendo. Dados do banco mundial mostram que o volume ultrapassou US$ 892 bilhões em 2024, o que reforça o interesse da WLFI em atuar nesse segmento. A companhia afirma que pode oferecer custos menores e liquidações mais rápidas, pontos que costumam pesar na vida de quem envia dinheiro para outros países.

No entanto, a entrada da WLFI nesse mercado ocorre enquanto a empresa enfrenta crescente escrutínio político. A Reuters destacou que a expansão coincide com questionamentos de parlamentares democratas nos EUA.
Negócio milionário levantou dúvidas em Washington
O debate ganhou força após uma reportagem do Wall Street Journal revelar um acordo bilionário fechado poucos dias antes da posse de Trump. Segundo o jornal, um veículo de investimento dos Emirados Árabes Unidos comprou 49% da WLFI por US$ 500 milhões.
O investidor, Aryam Investment 1, conta com apoio do conselheiro de segurança nacional dos Emirados, Sheikh Tahnoon bin Zayed Al Nahyan. Essa ligação gerou preocupações em Washington.
O deputado Ro Khanna abriu uma investigação e afirmou que o caso envolve “confiança pública e transparência”. Ele defendeu respostas rápidas sobre a origem dos recursos e possíveis impactos no governo.
Trump negou qualquer envolvimento direto. Ele declarou que “a família cuida disso” e afirmou que investidores diversos participam do projeto. Mesmo assim, a explicação não acalmou os críticos.
Durante uma audiência no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, os democratas Stephen Lynch e Maxine Waters classificaram o acordo como risco para a segurança nacional. Eles alertaram que a estrutura poderia permitir influência externa e abrir espaço para troca de favores internacionais.

Ainda mais, à medida que a WLFI tenta crescer no mercado global, a tensão política aumenta. E, embora a empresa aposte no potencial do World Swap, sua expansão deve continuar cercada de debates intensos.

