- Aave DAO iniciou votação de nova política de conflito de interesses em 10 de fevereiro de 2026.
- Proposta exige divulgação de financiamentos e exclusão de votos com conflito declarado.
- Placar parcial mostrava 489 mil votos “sim” contra 485 mil “não” às 11h de Nova York.
A Aave DAO iniciou a votação de uma nova política de conflito de interesses e reacendeu o embate com a Aave Labs.
A proposta promete mais transparência, porém enfrentou críticas diretas do time ligado a Stani Kulechov.
Proposta tenta frear “captura” na governança
A Aave Chan Initiative (ACI), um dos delegados mais influentes, apresentou a proposta. O texto obriga qualquer beneficiário de recursos da Aave a declarar vínculos financeiros atuais ou futuros.
Além disso, a regra exige que participantes com potencial conflito se abstenham de votar em temas relacionados. Também determina a divulgação de carteiras com poder de voto próprio ou delegado.
O documento alerta:
“sem normas claras e consistentes de divulgação, a governança pode derivar para uma captura percebida”.
Portanto, a ACI quer reforçar a legitimidade do protocolo e do token $AAVE.
Entretanto, a própria proposta admite limites técnicos. A DAO não consegue aplicar restrições de voto de forma totalmente confiável onchain, por isso, a comunidade precisará fiscalizar e pressionar.
O ponto mais sensível envolve a contagem dos votos. A proposta manda desconsiderar votos com conflito declarado, mesmo que eles mudem o resultado final.
O texto orienta a comunidade a tratá-los como inválidos “para fins de legitimidade”. Assim, eles não entram no quórum nem na contagem reconhecida.
Labs alerta para risco de instabilidade
Funcionários da Aave Labs reagiram imediatamente. O desenvolvedor Simo afirmou que a medida cria “um sistema paralelo de governança, sem regras, sem finalidade e sem autoridade clara”.
Ele destacou a falta de critérios objetivos para definir conflito material, além disso, apontou a ausência de um árbitro neutro para resolver disputas.
Segundo ele, esse modelo pode abrir espaço para questionamentos em praticamente toda decisão relevante.
Stani Kulechov considerou o tema importante, porém criticou o texto atual.
“Vou votar não nesta proposta, na esperança de ver um modelo mais razoável e bem estruturado”, escreveu.
Por outro lado, Marc Zeller, da ACI, pediu ação imediata. Ele defendeu um ajuste rápido para conter o que chamou de “golpe em câmera lenta”.
Às 11h de Nova York, o placar mostrava 489 mil votos favoráveis contra 485 mil contrários. Portanto, a decisão pode alterar o equilíbrio de poder na Aave e intensificar a disputa interna.

