- Market cap de stablecoins na Solana sobe US$ 900 milhões em um dia.
- Total alcança US$ 15,3 bilhões, segundo a DeFiLlama.
- Lançamento da JupUSD impulsiona liquidez e atrai capital institucional.
O mercado de stablecoins da Solana registrou um salto expressivo de US$ 900 milhões em apenas 24 horas.
Com isso, o valor total atingiu US$ 15,3 bilhões, segundo dados da DeFiLlama, refletindo forte aumento na atividade onchain.
JupUSD impulsiona liquidez e consolida a Solana
O principal catalisador do movimento foi o lançamento da JupUSD, stablecoin da plataforma Jupiter. O ativo foi desenvolvido em parceria com a Ethena, emissora de stablecoins sintéticas.
Além disso, o crescimento reforça a transição da Solana para um polo de mercados de capitais na internet. Nesse modelo, valor, risco e liquidação circulam inteiramente em infraestrutura onchain.
Atualmente, o ecossistema é dominado pela USDC, da Circle, o token responde por mais de 67% de todo o market cap de stablecoins da rede.
Portanto, a concentração mostra confiança institucional em ativos lastreados em dólar. Ao mesmo tempo, indica preferência por modelos regulados e transparentes.
Stablecoins ganham papel central na tokenização de ativos
O avanço das stablecoins vai além da Solana, segundo a Moody’s Investors Service, o volume de liquidação com stablecoins cresceu 87% em 2025.
“Stablecoins são a infraestrutura crítica para a tokenização de ativos do mundo real”, destacou a Moody’s em relatório recente.
Esses ativos, conhecidos como RWAs, incluem imóveis, obras de arte e títulos financeiros. Quando tokenizados, passam a ser usados como garantia em aplicações de finanças descentralizadas.
Além disso, projeções de grandes instituições financeiras estimam que o mercado de RWAs pode atingir US$ 30 trilhões até 2030.
Hoje, o valor total de stablecoins totalmente lastreadas já se aproxima de US$ 300 bilhões, segundo a plataforma RWA.xyz.
Regulação nos EUA redefine o setor
Nos Estados Unidos, o marco regulatório também influencia o mercado. O GENIUS Act, sancionado em julho de 2025, exige lastro 1:1 em ativos líquidos de alta qualidade.
Com isso, modelos algorítmicos ou subcolateralizados ficam fora do escopo legal. Além disso, a lei proíbe o repasse direto de rendimento aos usuários. No entanto, o debate segue aberto, pois especialistas questionam o impacto da norma sobre bancos e emissores privados.
Mesmo assim, a expansão das stablecoins na Solana mostra uma tendência clara. Portanto, o capital busca eficiência, liquidez e conformidade regulatória.
Além disso, o movimento reforça a posição da rede como resultado de uma das principais infraestruturas financeiras do ecossistema cripto global.

