- Aliança internacional reforça combate a golpes cripto
- Operação Atlântico mira phishing de aprovação
- Forças policiais ampliam cooperação contra fraudes digitais
A aliança entre EUA, Reino Unido e Canadá elevou o tom no combate aos crimes digitais. As três nações anunciaram uma ofensiva conjunta contra fraudes com ativos digitais.
Batizada de Operação Atlântico, a iniciativa une forças policiais e reguladores financeiros. O objetivo central é frear ataques de phishing ligados ao mercado de criptomoedas.
As autoridades querem agir antes que o prejuízo ocorra. Além disso, pretendem recuperar valores desviados e ampliar a conscientização pública.
O serviço secreto dos EUA, a agência nacional de combate ao crime do Reino Unido e órgãos canadenses lideram a ação. Eles trabalham de forma coordenada e direta.
Também participam a polícia provincial de Ontário e a comissão de valores mobiliários de Ontário. Além disso, o esforço inclui ainda a polícia montada real Canadense.
Força-tarefa mira phishing de aprovação
A operação concentra esforços no chamado “phishing de aprovação”, uma das fraudes mais perigosas do setor. Nesse sentido, esse golpe cresce à medida que o mercado amadurece.
Nesse tipo de ataque, o criminoso induz a vítima a assinar uma transação maliciosa. Assim, ele obtém permissão para movimentar tokens da carteira.
Depois disso, o fraudador esvazia os ativos quando quiser. A vítima, muitas vezes, só percebe quando o saldo desaparece.
Segundo Brent Daniels, diretor assistente adjunto do Escritório de Operações de Campo do Serviço Secreto dos EUA, os prejuízos são milionários. Ele alertou para o impacto crescente dessas fraudes.
As agências afirmam que pretendem interromper os crimes quase em tempo real. Para isso, ampliam o compartilhamento de dados e a análise de blockchain.
A comissão de valores mobiliários de Ontário informou que a Operação Atlântico se baseia no Projeto Atlas. Essa iniciativa já investigava redes de fraude.
A ação começou em 2024 com apoio da Polícia provincial de Ontário. Desde então, as autoridades expandiram o alcance internacional.
Golpes seguem sofisticados, mas perdas recuam
Os golpes de phishing usam e-mails, mensagens e sites falsos. Frequentemente, os criminosos imitam empresas legítimas para enganar investidores.
A plataforma Chainalysis descreve o mecanismo como uma autorização disfarçada. O usuário concede, sem perceber, controle total sobre seus tokens.
Entre maio de 2021 e julho de 2024, ataques desse tipo roubaram US$ 2,7 bilhões. A empresa lançou a Operação Spincaster para enfrentar o problema.
As perdas somaram US$ 49 milhões no mês. Em janeiro, o prejuízo havia alcançado US$ 385 milhões.
Apesar da redução pontual, as autoridades mantêm o alerta. A cooperação internacional contra golpes com criptomoedas agora se tornou prioridade estratégica.
Ainda mais, Com a Operação Atlântico, os três países enviam um recado claro. O combate ao crime digital exige integração, rapidez e vigilância constante.


