- 68% do hashrate global está nos EUA, China e Rússia.
- Estados Unidos lideram, mesmo com concorrência crescente.
- China mantém relevância, apesar do banimento oficial desde 2021.
O poder de mineração do Bitcoin segue concentrado.
Segundo relatório recente da CoinShares, cerca de 68% do hashrate global está em apenas três países: Estados Unidos, China e Rússia.
Concentração geográfica ainda domina a rede
Os dados mostram um cenário claro, os Estados Unidos ocupam a liderança global, impulsionados por infraestrutura robusta e acesso a capital. Além disso, grandes empresas de mineração operam em escala industrial no país.
Entretanto, a presença da China chama atenção, o país proibiu a mineração em 2021, mesmo assim, segue relevante. Isso ocorre por operações descentralizadas e atividade informal.

A Rússia aparece como terceiro polo, o país atrai mineradores por energia barata e clima favorável. Por isso, mantém crescimento consistente na participação global.
Segundo a CoinShares:
“a mineração continua migrando para regiões com energia mais acessível e políticas flexíveis”.
A análise reforça a lógica econômica do setor.
Além disso, o relatório destaca que o custo energético segue como fator decisivo. Mineradores buscam maximizar margens, portanto, escolhem locais com eletricidade mais barata.
Riscos, impactos e sinais de mudança
A concentração levanta preocupações, em teoria, maior distribuição geográfica fortalece a segurança da rede. Entretanto, esse nível de concentração pode gerar riscos.
Por exemplo, decisões regulatórias coordenadas poderiam impactar o setor. Além disso, crises energéticas regionais podem afetar o hashrate global.
Por outro lado, há sinais de mudança, países emergentes começam a ganhar espaço. Paraguai, Etiópia e Omã aparecem como novos destinos para mineração.
Esse movimento indica uma descentralização gradual, mineradores buscam alternativas fora dos grandes polos. Portanto, a tendência é de maior dispersão no longo prazo.
Ainda assim, o domínio atual permanece relevante, a infraestrutura instalada nos três países cria barreiras de entrada. Além disso, o acesso a hardware e capital mantém a vantagem competitiva.
No fim, o Bitcoin continua descentralizado no protocolo. Porém, sua base física ainda mostra concentração significativa. Esse contraste deve seguir como tema central nos próximos anos.

