HYPE mira US$ 60 com baleia da a16z acumulando US$ 102 milhões

  • HYPE sobe quase 25% em poucos dias e testa zona de US$ 58 a US$ 60
  • Baleia ligada à a16z acumulou 2,34 milhões de HYPE por cerca de US$ 102 milhões
  • CIO da Bitwise diz que mercado precifica Hyperliquid apenas como exchange de perpétuos

O token hyperliquid (HYPE) voltou ao radar dos traders após uma valorização próxima de 25% em poucos pregões, colocando o ativo à beira da máxima histórica. A escalada acontece em meio a um cenário raro: acumulação intensa de baleias, endosso institucional e um rompimento técnico no gráfico semanal, tudo ao mesmo tempo.

O preço encosta agora na faixa de US$ 58 a US$ 60, exatamente onde o token cravou seu topo anterior. Romper esse teto significa entrar em região de descoberta de preço, território que costuma acelerar fluxos especulativos.

Bitwise defende que HYPE está subprecificado

O combustível mais recente veio de Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise. Em publicação no X repercutida pelo Coin Bureau, Hougan argumentou que o mercado erra ao avaliar a Hyperliquid apenas como uma exchange de derivativos perpétuos. Para ele, o projeto se aproxima de um “super app” financeiro, com camadas múltiplas de infraestrutura de negociação descentralizada.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Hougan lembrou ainda que o HYPE é o ativo de grande capitalização com melhor desempenho em 2026, acumulando alta de 77% no ano. O comentário pegou tração rápido entre gestores e analistas, alimentando a tese de que o token ainda estaria barato apesar do rali.

A leitura faz sentido quando comparada a outras DEXs listadas e até a corretoras centralizadas que negociam em múltiplos elevados de receita. Se o mercado, de fato, passar a precificar a Hyperliquid como plataforma multifuncional — e não como um nicho de perps — o reapreçamento tende a vir via expansão de múltiplos, não apenas crescimento de volume.

Baleia ligada à a16z segura mais de 2,3 milhões de HYPE

O fluxo on-chain reforça a narrativa. Dados compartilhados pela Lookonchain mostram que uma carteira atribuída à a16z comprou mais 206.325 HYPE, equivalente a quase US$ 10 milhões, e colocou os tokens imediatamente em staking. Desde meados de abril, esse mesmo endereço soma 2,34 milhões de HYPE, algo perto de US$ 102 milhões.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Acumulação dessa magnitude perto de topos históricos costuma indicar convicção de longo prazo, não busca por arbitragem rápida. A métrica de dominância social medida pela Santiment também subiu nas últimas semanas, sinal de que o varejo começa a voltar à conversa — combinação que historicamente antecede movimentos de breakout.

O que o gráfico mostra e onde fica o risco

No semanal, o HYPE rompeu um canal ascendente e agora encara a barreira de US$ 60. O preço segue acima das médias móveis relevantes, com sequência clara de topos e fundos ascendentes. Se compradores conseguirem reconquistar o topo com volume robusto, os próximos alvos ficam entre US$ 65 e US$ 70.

O risco está no lado oposto. Falha em superar a resistência pode jogar o token de volta à faixa de US$ 50 a US$ 52, zona onde os compradores tentariam montar nova base antes de uma segunda investida. É o típico cenário em que pavios longos definem o vencedor no curtíssimo prazo.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Leitura para o investidor brasileiro

Para quem opera do Brasil, a janela tem peculiaridades. O HYPE ainda não tem ETF spot listado em B3 nem produto regulado pela CVM, então a exposição se dá via exchanges como Binance, Bybit e a própria plataforma da Hyperliquid. O token também já foi tema de produtos no exterior — os ETFs de HYPE estrearam superando o desempenho do Bitcoin em alguns pregões iniciais, sinalizando apetite institucional crescente.

Vale notar também o contraste com o restante do mercado: enquanto fundos de Bitcoin acumulam saques bilionários e o ETH busca suporte, o HYPE caminha contra a maré. Esse descolamento favorece narrativa de rotação setorial para tokens de DEX e infraestrutura de derivativos.

X
Siga o BitNotícias no X para notícias em tempo real
Compartilhe este artigo
Jornalista, assessor de comunicação e escritor. Escreve também sobre cinema, séries, quadrinhos, já publicou dois livros independentes e tem buscado aprender mais sobre criptomoedas, o suficiente para poder compartilhar o conhecimento.