Bitcoin entre US$ 94 mil e US$ 98 mil: a zona que define o próximo rali

  • Order block entre US$ 94 mil e US$ 98 mil concentra ordens de venda institucional
  • BTC precisa subir mais de 27% a partir dos US$ 77 mil para testar a zona
  • Analista paralelo projeta queda a US$ 70 mil em dias e fundo em US$ 30 mil

O Bitcoin negociado na casa dos US$ 77 mil tem um obstáculo bem mapeado no gráfico antes de pensar em retomar máximas. Um analista popular do TradingView identificou uma zona de ofertas institucionais entre US$ 94 mil e US$ 98 mil que funciona como linha de corte entre a continuidade do mercado em baixa e o início de um novo ciclo de alta.

Gráfico Bitcoin
Fonte: coinmarketcap

A faixa é descrita como um bearish order block, conceito usado por traders para identificar regiões onde fundos de hedge, market makers e bancos posicionaram ordens pesadas de venda antes de uma queda relevante. Para o Bitcoin chegar lá, seria preciso uma valorização superior a 27% a partir do patamar atual.

O que o order block revela

A leitura é do trader que assina como Fullpriceaction. Segundo a publicação no TradingView, dois cenários se desenham. Uma rejeição clara dentro da zona devolveria o preço para os suportes anteriores, prolongando o ciclo de correção. Já um rompimento limpo acima de US$ 98 mil invalidaria toda a estrutura de baixa formada desde janeiro.

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O nível não é arbitrário. Foi justamente perto de US$ 98 mil, em janeiro deste ano, que o BTC registrou seu topo antes de iniciar a fase atual de consolidação. Desde então, o preço oscila majoritariamente entre US$ 64 mil e US$ 76 mil, com um repique em abril que devolveu fôlego momentâneo aos compradores.

Para o investidor brasileiro, traduzir esses números ajuda a dimensionar o esforço necessário. Cotado por volta de R$ 410 mil ao câmbio atual, o Bitcoin precisaria reconquistar algo próximo de R$ 520 mil para entrar no order block um movimento que historicamente costuma ser acompanhado de forte volatilidade nas exchanges locais, com spreads alargados em Mercado Bitcoin, Binance e Foxbit.

Cenário oposto projeta fundo em US$ 30 mil

Nem todo analista enxerga o mesmo desfecho. Em publicação separada na rede X, o trader Alex Mason traçou uma rota bem mais sombria. A projeção dele parte de uma queda rápida dos atuais US$ 77 mil para US$ 73 mil, seguida por testes em US$ 68 mil e novamente US$ 71 mil, até deslizar para a faixa dos US$ 60 mil.

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O destino final, segundo Mason, ficaria perto de US$ 30 mil, com chegada estimada entre setembro e dezembro de 2026. Em termos percentuais, falamos de uma desvalorização superior a 61% em relação ao preço atual algo comparável apenas à capitulação observada em 2022, quando o BTC caiu de US$ 69 mil para a região dos US$ 15,5 mil.

A tese encontra eco em outras leituras técnicas recentes. A CryptoQuant também tem alertado para a possibilidade de o Bitcoin repetir o padrão de 2022, com a formação de um fundo mais baixo antes de qualquer reversão estrutural. Indicadores on-chain como o MVRV e o realized price corroboram que existe espaço para correção adicional sem que a tendência primária de longo prazo seja revogada.

O pano de fundo macro

A discussão técnica acontece em um momento em que a demanda à vista pelo Bitcoin dá sinais de fadiga. O Coinbase Premium, métrica que mede o apetite do investidor norte-americano, opera em território negativo, indicando que as compras institucionais via spot perderam força. Paralelamente, os ETFs de Bitcoin nos EUA acumulam dias consecutivos de saques, com o IBIT da BlackRock puxando o resgate.

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Esse pano de fundo torna o order block ainda mais relevante. Sem fluxo comprador robusto vindo dos fundos listados, qualquer aproximação da zona dos US$ 94 mil tende a esbarrar em ofertas remanescentes do topo de janeiro. Traders ativos, sobretudo alavancados em derivativos, priorizam gerenciamento de risco com posições menores e stops bem definidos.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.