SpaceX (SPCX) mira US$ 225 se romper resistência de US$ 192,55

  • Ali Martinez aponta US$ 192,55 como gatilho técnico decisivo para SPCX
  • Rompimento abriria caminho para retomar topo histórico em US$ 225,61
  • Falha pode levar ação a buscar suporte em US$ 172,11 ou US$ 157,56

A ação da SpaceX (NASDAQ: SPCX) tem um número claro para destravar: US$ 192,55. O nível foi apontado pelo analista técnico Ali Martinez como o gatilho que pode reabrir o caminho até o topo histórico de US$ 225,61. Este topo foi registrado pouco depois da estreia em bolsa. Por enquanto, o papel anda de lado em torno de US$ 185. Ou seja, está preso a um canal descendente.

O recado, publicado nesta semana em post no X, parte da leitura do gráfico de 10 minutos. Ele ganha peso porque chega num momento de digestão após o IPO mais comentado de Wall Street nos últimos anos.

Canal descendente segura SPCX perto de US$ 185

SPCX

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Desde o pico de US$ 225,61, a ação entrou em fase corretiva e respeita as bordas de um canal de baixa. O teto desse canal coincide justamente com a região de US$ 192,55, onde vendedores reapareceram nas últimas sessões.

Martinez sustenta que, enquanto SPCX não fechar acima desse patamar, a pressão vendedora segue dominante. Um rompimento confirmado anularia a leitura negativa de curto prazo e devolveria o ativo à zona de US$ 200, com espaço técnico até a máxima histórica.

Do lado oposto, o cenário é objetivo. O primeiro alvo de queda fica em US$ 172,11, no meio do canal. Se esse piso ceder, a referência seguinte é US$ 157,56. Esta fica na base inferior da estrutura — região que o analista descreve como a de demanda mais consistente desde a oferta inicial.

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IPO de US$ 75 bilhões empurrou valuation a US$ 2 trilhões

A SpaceX estreou em bolsa captando cerca de US$ 75 bilhões a US$ 135 por ação, mirando avaliação inicial próxima de US$ 1,75 trilhão. No auge da euforia pós-listagem, o valor de mercado superou US$ 2 trilhões, colocando a empresa de Elon Musk no clube restrito das maiores companhias listadas no mundo.

O combustível do rali foi conhecido: expansão acelerada da Starlink, domínio quase absoluto em lançamentos comerciais, contratos pesados com o governo dos EUA e a aposta em iniciativas próprias de inteligência artificial. A partir daí, porém, o cenário virou. Realização de lucros, float público reduzido e questionamentos sobre o múltiplo trouxeram oscilações fortes em poucas sessões.

SPCX vira termômetro de risco para cripto e para o brasileiro

Para quem opera no Brasil, a relevância de SPCX vai além da curiosidade. A ação se tornou rapidamente um termômetro do apetite por risco em ativos de tecnologia disruptiva. É uma categoria onde Bitcoin e altcoins também são alocados pelos fundos americanos. Movimentos bruscos em SPCX costumam contagiar mineradoras listadas e ETFs ligados ao setor cripto.

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O timing reforça esse vínculo. Enquanto SPCX briga por US$ 192,55, o Bitcoin opera próximo de US$ 64.195. Além disso, registra leve alta de 0,9% em 24 horas, e o Ethereum recua para US$ 1.723. O dólar comercial cotado a R$ 5,16 amplifica qualquer movimento de SPCX para o investidor que acessa a Nasdaq via BDR ou corretoras internacionais.

Há ainda o paralelo com as teses de tecnologia que dominaram o primeiro semestre. Casas como Bank of America já comparam o rali atual de IA à bolha das pontocom, conforme mostrou recente análise sobre múltiplos de IA. SPCX, embora não seja pura IA, é tratada por gestores como proxy desse trade. Isso explica a correlação informal observada com ETFs de Bitcoin nas sessões de maior volatilidade.

Martinez mantém viés construtivo dentro de tendência maior

Apesar da correção, a leitura de Martinez é de que SPCX segue inserida em tendência de alta mais ampla. O canal descendente atual seria, nessa visão, apenas uma pausa técnica dentro de um movimento estrutural iniciado no IPO. A confirmação, porém, depende de fechamento diário acima de US$ 192,55 com volume. Sem isso, o cenário de revisita a US$ 172,11 segue na mesa para as próximas sessões.

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Investidores que acompanham o setor de tecnologia listada também olham para outras teses no radar. É o caso da recente aposta da ARK Invest em IA via Snowflake. Olham também para a rotação setorial mapeada por Katie Stockton entre financeiro, industrial e biotech.

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Sou jornalista com mais de 20 anos de trajetória, dedicando a última década exclusivamente ao mercado de criptomoedas e ativos digitais. Minha formação acadêmica inclui o bacharelado em Jornalismo pela FACCAMP e uma pós-graduação em Globalização e Cultura, o que me permite analisar o ecossistema cripto sob uma ótica macroeconômica e social. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de entrevistar figuras centrais da história contemporânea e da tecnologia, como Adam Back, Bill Clinton e Henrique Meirelles. Além da atuação na linha de frente da informação, acompanhei de perto as discussões que moldam o sistema financeiro global em fóruns multilaterais de alto nível, como o G20 e o FMI. Decidi migrar do setor público para o mercado de blockchain por convicção: acredito no potencial técnico e disruptivo dessa tecnologia para redesenhar o futuro da economia digital. Hoje, utilizo minha experiência para traduzir a complexidade deste mercado com rigor jornalístico e visão estratégica.