Strive segura 19.864 BTC e fecha semana sem nova compra

  • Strive mantém 19.864 BTC e zera compras na semana encerrada em 26 de junho
  • Caixa cai US$ 2,8 milhões e fecha junho em US$ 141,7 milhões
  • Tesouraria já figura como 7ª maior do mundo em Bitcoin corporativo

A Strive, Inc. (NASDAQ: ASST) protocolou novo formulário 8-K na SEC e revelou que ficou de fora do mercado de bitcoin na semana encerrada em 26 de junho. A tesouraria da companhia permaneceu em 19.864 BTC, mesmo patamar registrado sete dias antes.

O documento, assinado pelo CEO Matthew Cole, mostra ainda US$ 141,7 milhões em caixa e uma posição de US$ 37,7 milhões em ações preferenciais perpétuas da Strategy, a chamada série STRC. O caixa encolheu US$ 2,8 milhões frente aos US$ 144,5 milhões reportados em 18 de junho.

A posição em STRC perdeu US$ 7,1 milhões em valor justo na janela, ainda que o número de ações tenha sido mantido em 505 mil. Já o estoque de bitcoin não se mexeu quebra um ritmo de aquisições agressivas que marcou os meses anteriores.

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Prejuízo no papel com BTC a US$ 59 mil

Com o Bitcoin negociado perto de US$ 59.706 nesta segunda, cada moeda comprada no último lote está cerca de US$ 6 mil abaixo do preço de aquisição. A diferença gera um prejuízo contábil de aproximadamente US$ 4,5 milhões apenas no tranche mais recente perda no papel que a estrutura da empresa foi desenhada para absorver.

Cole tem repetido a tese, nada de dívida, nada de margem, nada de bitcoin colateralizado. Em publicação na rede X, o executivo descreveu o balanço como “construído para atacar com agressividade ou esperar com paciência”. A leitura é coerente com o histórico recente da companhia, que concluiu fusão com a Semler Scientific em janeiro deste ano e desde então montou a sétima maior tesouraria corporativa de Bitcoin do mundo partindo do zero em menos de doze meses.

O modelo contrasta com o da própria Strategy, de Michael Saylor, que recorre a dívida conversível e ações preferenciais para financiar a compra de BTC. A discussão sobre alavancagem em tesourarias corporativas ganhou tração no último mês, quando Brad Garlinghouse, da Ripple, atribuiu parte da pressão recente sobre o mercado à estratégia financeira da Strategy. A Strive joga no campo oposto, caixa cheio, zero dívida.

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SATA paga dividendos todo dia útil

A companhia também vem testando um instrumento inédito no mercado norte-americano. A ação SATA iniciou dividendos diários em 16 de junho, tornando-se a primeira listada nos EUA com esse modelo.

Para bancar essa obrigação mesmo num cenário adverso, a empresa estendeu o colchão de caixa para um runway de 18 meses, calibrado com base na profundidade do bear market de 2022 e 2023. O recado é claro, a Strive prefere ter munição reservada a comprar BTC à força quando o preço cai.

O rendimento próprio em Bitcoin métrica que mede crescimento das reservas por ação passou de 15% no primeiro trimestre de 2026. Aos preços atuais, o estoque de 19.864 BTC vale algo próximo de US$ 1,19 bilhão, ou cerca de R$ 6,12 bilhões em moeda local.

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Sinal para tesourarias bitcoin no Brasil

Para o investidor brasileiro, o caso Strive importa por dois motivos. Primeiro, sinaliza que tesourarias de bitcoin sem alavancagem tendem a resistir melhor a quedas como a observada nas últimas semanas, em que os ETFs de Bitcoin perderam US$ 1,79 bilhão em fluxos. Segundo, o modelo serve de referência para empresas listadas na B3 que estudam alocar parte do caixa em BTC sob a nova moldura regulatória do Banco Central discussão que ganha peso à medida que a autarquia avança com regras para prestadores de serviços de ativos virtuais.

A pausa nas compras desta semana deixa em aberto a leitura sobre o próximo movimento. Cole tem repetido que a Strive usa o Bitcoin como taxa de corte para qualquer decisão de alocação. Com US$ 141,7 milhões em caixa e sem dívidas, empresa pode acelerar ou adiar compras conforme o ciclo do mercado.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.