JPMorgan cresce 250% em fundo tokenizado no Ethereum em 7 semanas

  • JLTXX salta de US$ 200 milhões para US$ 695 mi em sete semanas
  • Fundo do JPMorgan roda exclusivamente na rede Ethereum
  • Reservas de stablecoins puxam demanda por Treasuries tokenizados

O fundo tokenizado JLTXX, do JPMorgan, multiplicou seu patrimônio on-chain em cerca de 250% no último mês, segundo dados compilados pela plataforma Token Terminal. O produto opera exclusivamente na rede Ethereum, mesma escolha adotada por concorrentes como BlackRock e Fidelity para levar fundos de money market ao ambiente blockchain.

Batizado formalmente de OnChain Liquidity Token Money Market Fund, o JLTXX estreou em 13 de maio com US$ 100 milhões aportados pelo próprio banco. Investidores institucionais complementaram o volume, elevando o TVL inicial a US$ 200 milhões. Sete semanas depois, o total travado no fundo chegou a US$ 695 milhões, alta de 248% no período, conforme levantamento divulgado por analistas do perfil ethereuminsti e corroborado pela Token Terminal.

Reservas de stablecoin puxam demanda pelo JLTXX

Boa parte da tração vem da adoção do fundo como lastro para stablecoins reguladas. O Dune Analytics apontou a inclusão do JLTXX nas reservas da USDG, ao lado do BUIDL, da BlackRock, e do STBXX, da Superstate. O movimento reflete a corrida por ativos elegíveis segundo o GENIUS Act, marco legal americano que estabelece critérios para colaterais de stablecoins denominadas em dólar.

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A escolha por Treasuries tokenizados como reserva não é aleatória. Emissores de stablecoins buscam gerar rendimento sobre o caixa que sustenta cada token em circulação algo impossível quando o lastro é apenas depósito bancário. Fundos como o JLTXX oferecem exposição a títulos do Tesouro dos EUA com liquidação on-chain, permitindo movimentação 24/7 e reconciliação automática de balanços.

Três semanas antes do lançamento do JLTXX, o Morgan Stanley abriu seu próprio Stablecoin Reserves Portfolio. A cronologia sugere que grandes bancos estão se posicionando como fornecedores de colateral compliant para emissores de dólares digitais, um mercado que passou a movimentar centenas de bilhões de dólares em transações mensais.

JPMorgan mantém Kinexys em paralelo à aposta em Ethereum

Curiosamente, o banco preserva sua rede privada Kinexys para operações de liquidação interna, mas escolheu a blockchain pública para o JLTXX. A decisão coloca o Ethereum no centro da estratégia institucional do JPMorgan quando o objetivo é interoperar com emissores externos de stablecoins e protocolos DeFi.

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A liderança do Ethereum nesse nicho é numérica. A rede concentra a maior parte do supply global de stablecoins em circulação, ao lado da Tron. É também onde estão hospedados os principais fundos tokenizados de renda fixa dos EUA, formando um ecossistema difícil de replicar em cadeias menores.

O token nativo da rede, o ETH, é negociado a US$ 1.815 (cerca de R$ 9.414) nesta segunda-feira, alta de 2,6% em 24 horas. Apesar da fraqueza do preço à vista, métricas de uso institucional continuam ascendentes um descolamento que analistas vêm destacando ao discutir o roadmap Lean Ethereum apresentado por Vitalik Buterin.

Brasil avança em RWA, mas ainda depende de sandbox

Para o investidor brasileiro, o crescimento do JLTXX oferece um espelho do que a CVM e o Banco Central discutem em fóruns internos sobre tokenização de ativos reais. O Drex, sistema de moeda digital em desenvolvimento no BC, prevê integração com títulos públicos tokenizados modelo funcionalmente próximo ao que JPMorgan e BlackRock já operam em Ethereum.

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Enquanto a infraestrutura brasileira permanece em fase piloto, gestoras locais como XP e BTG já testam produtos tokenizados via parcerias com plataformas licenciadas. A velocidade do JLTXX serve de referência competitiva, em menos de dois meses, o fundo saltou de US$ 200 milhões para quase US$ 700 milhões apenas capturando demanda de emissores de stablecoins. Nenhum produto tokenizado brasileiro conseguiu tração semelhante até agora.

Nem o JPMorgan divulgou número oficial atualizado de AUM. As cifras de US$ 695 milhões e alta de 248% vêm exclusivamente de rastreadores independentes on-chain o que também ilustra o ganho de transparência que a tokenização traz frente a fundos tradicionais, cujos ativos sob gestão só aparecem em relatórios trimestrais.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.