- Trump se declarou fã de cripto e mencionou disputa com a China
- MSTR, COIN e HOOD reagiram em alta no pregão de segunda
- Bitcoin voltou aos US$ 64 mil e destravou apetite por ações do setor
A declaração pró–cripto do presidente Donald Trump reacendeu o interesse por ações americanas atreladas ao Bitcoin. Três papéis concentram a atenção dos traders nesta semana, Strategy (MSTR), Coinbase Global (COIN) e Robinhood Markets (HOOD).
Questionado sobre a inclusão de Bitcoin nas chamadas Contas Trump programa de poupança voltado a crianças, o presidente evitou confirmar a medida, mas foi enfático sobre sua posição pessoal.
“Virei um cara do cripto… se a gente não tiver, a China vai ter”, disse Trump, segundo publicação no X que viralizou entre traders.
Ele ainda afirmou que o Bitcoin “tem muita vida pela frente”.
O tom recolocou o setor no radar do mercado. O Bitcoin voltou a operar acima de US$ 64 mil cotado a US$ 64.159 (R$ 332.343) no momento da publicação, com alta de 0,5% em 24 horas. O Ethereum negocia perto de US$ 1.805, enquanto a capitalização total de cripto se aproxima de US$ 2,2 trilhões.
Strategy vende 3.588 BTC e MSTR defende US$ 100
A Strategy fechou o pregão a US$ 100,77, após tocar mínima intradiária próxima de US$ 95. Compradores defenderam o patamar de três dígitos justamente enquanto a companhia anunciava a venda de 3.588 bitcoins, cerca de US$ 216 milhões, para bancar dividendos de sua ação preferencial STRC.
A operação divide opiniões. Por um lado, é a primeira vez em anos que a empresa de Michael Saylor desmonta parte da posição em BTC sinal de estresse de caixa diante dos compromissos com preferenciais. Por outro, funciona como teste de mercado: mesmo com a notícia de venda, o papel sustentou o suporte. Traders monitoram US$ 102 como gatilho para retomada até US$ 105, perda de US$ 100 abre US$ 97,50.
Para o investidor brasileiro, a leitura vai além do papel isolado. A Binance passou a listar ações tokenizadas da STRC no fim de junho, aproximando o balanço da Strategy da rotina de quem opera dentro do próprio ecossistema cripto algo que amplifica a volatilidade quando Saylor mexe no cofre. Detalhes em venda de 3.588 BTC.
Coinbase mira US$ 170 com fluxo de varejo
A Coinbase encerrou o pregão a US$ 169,87, alta de 2,05%, e seguia próxima de US$ 169,27 no after hours. O papel começou o dia pressionado, buscou o suporte em US$ 160 e reagiu à medida que o Bitcoin acelerava.
O nível chave é US$ 170. Rompimento firme abre caminho para US$ 172,50 e US$ 175 ao longo da semana. Falha em segurar US$ 167,50 recoloca US$ 165,48 e US$ 162,50 na mesa. A tese por trás do papel é direta, quando o varejo americano volta a girar volume em Bitcoin, Ethereum e memecoins, a receita de tarifas da corretora responde no trimestre seguinte.
Robinhood sobe 4,28% e testa US$ 120
A Robinhood foi o maior ganho relativo entre as três, fechou a US$ 117,55, avanço de 4,28%. A resistência imediata está em US$ 117,49, e superá-la abriria espaço para US$ 120. Abaixo, US$ 112,73 é o primeiro suporte, perda de US$ 109,82 expõe a zona de US$ 105.
A corretora se beneficia duplamente do humor cripto, além das taxas de negociação de tokens, o app se firmou como porta de entrada para a nova geração de investidores americanos em ETFs de Bitcoin e Ethereum. O contexto ainda inclui a discussão do CLARITY Act no Senado, cujo rascunho final está marcado para 7 de agosto um marco regulatório que pode redesenhar o modelo de negócio de todas as três empresas.
No cenário local, o movimento importa porque exchanges brasileiras espelham o humor das listadas americanas nas horas seguintes à abertura de Nova York. Uma sequência de alta em MSTR, COIN e HOOD tende a se traduzir em volume adicional em Mercado Bitcoin, Foxbit e Binance Brasil ao longo da semana, especialmente com o dólar em R$ 5,1282. Complemento em Bitcoin projeta rota até US$ 67 mil.