Em ano eleitoral, Chainless aposta em “soberania patrimonial” para investidores que buscam mais controle sobre os ativos

Em ano eleitoral, Chainless aposta em “soberania patrimonial” para investidores que buscam mais controle sobre os ativos

Segurança já é a segunda principal razão para investir no Brasil, citada por 26% dos investidores, atrás apenas da busca por retorno, com 37%. Em um ambiente no qual a incerteza econômica pode voltar a subir com a aproximação das eleições presidenciais, a Chainless, plataforma brasileira de patrimônio com autocustódia da Notus Labs, aposta em um conceito que pretende consolidar no mercado: soberania patrimonial.

O Indicador de Incerteza da Economia da FGV IBRE recuou para 109,4 pontos em julho, mas a instituição aponta risco de nova alta à medida que se aproximam as eleições. Para a Chainless, soberania patrimonial significa construir e diversificar patrimônio mantendo o controle sobre os próprios ativos. Blockchain e autocustódia são os meios técnicos utilizados para viabilizar esse modelo, e não o benefício final. A empresa afirma não custodiar ativos virtuais nem possuir acesso às chaves privadas dos usuários.

“Durante décadas, o acesso a diferentes classes de ativos foi construído sobre estruturas separadas e diferentes intermediários. O que buscamos é permitir que o investidor acesse essas oportunidades sem abrir mão do controle sobre o próprio patrimônio. Blockchain e autocustódia são meios para entregar essa experiência, não atributos técnicos que o cliente deveria precisar dominar. No fim, o que importa é ampliar as possibilidades de investimento preservando ao investidor o controle sobre seus próprios ativos”, afirma Kevin Voigt, cofundador e CEO da Chainless.

Confiança nos bancos varia entre as gerações

O Índice de Confiança Social 2025, produzido pela Ipsos-Ipec, atribui aos bancos 56 pontos de confiança em uma escala de zero a 100. Entre brasileiros de 45 a 59 anos, o índice é de 50 pontos, o menor resultado entre as faixas etárias pesquisadas. O indicador é de 62 pontos entre 16 e 24 anos, 59 entre 25 e 34, 53 entre 35 e 44 e 57 entre pessoas com 60 anos ou mais.

O levantamento mede confiança nas instituições e não estabelece relação direta entre idade, comportamento de investimento e adoção de alternativas onchain. O dado mostra, porém, que a confiança nos bancos não é uniforme entre as gerações e oferece contexto para a discussão sobre segurança, autonomia e controle patrimonial.

A ANBIMA também mostra taxas de investimento relativamente equilibradas entre as gerações. A idade média do investidor brasileiro é de 43 anos, e a proporção de pessoas que investem é de 36% na geração Z, 38% entre millennials, 35% na geração X e 33% entre boomers+.

Uma memória econômica brasileira

Em março de 1990, o Plano Collor limitou os saques em contas correntes e cadernetas de poupança e bloqueou parte dos recursos depositados. O Banco Central descreve a medida como um confisco que provocou grande comoção nacional. A inflação chegou a 1.621% naquele ano.

O episódio ocorreu em um contexto econômico, regulatório e institucional muito diferente do atual e não indica que medida semelhante esteja no horizonte. Sua relevância é histórica: o bloqueio tornou a disponibilidade e o controle sobre o patrimônio uma questão concreta para uma geração de brasileiros.

O contexto econômico de 2026 é distinto, mas permanece marcado por incerteza. Em agosto, o Copom afirmou que a inflação cheia havia desacelerado, mas continuava acima do limite superior da meta. As expectativas apuradas pela pesquisa Focus estavam em 5,0% para 2026 e 4,2% para 2027, ambas acima da meta.

Para a Chainless, soberania patrimonial não pressupõe uma escolha entre o mercado financeiro tradicional e a infraestrutura onchain. A proposta é ampliar as possibilidades de investimento preservando ao investidor o controle sobre os próprios ativos.

Como a soberania patrimonial funciona na prática

Na Chainless, os ativos permanecem na blockchain, sob a chave do próprio usuário. A empresa afirma não custodiar ativos virtuais nem possuir acesso às chaves privadas dos usuários. Sua arquitetura de segurança inclui biometria obrigatória, isolamento no hardware, fragmentação criptográfica e recuperação integrada de acesso.

Sobre essa arquitetura, a plataforma reúne ativos digitais, stablecoins, produtos tokenizados e acesso a diferentes mercados. A lógica é permitir que o investidor amplie suas possibilidades de investimento sem abrir mão do controle sobre os ativos mantidos em sua carteira.

Para Hamilton Haskel, cofundador e CMO da Chainless, a consolidação desse modelo depende justamente de a tecnologia deixar de ser o centro da experiência.

“Durante muitos anos, blockchain foi apresentada como uma nova categoria de investimento. Nós acreditamos que ela tende a se tornar algo diferente: uma camada tecnológica do sistema financeiro, assim como a internet se tornou a infraestrutura da economia digital. O investidor não deveria precisar escolher entre TradFi e DeFi, nem entender como uma operação é liquidada para acessar uma oportunidade de investimento. Se a tecnologia cumprir o seu papel, ela desaparece da experiência. O que permanece é uma forma mais simples de acessar ativos globais, manter o controle sobre o próprio patrimônio e utilizar diferentes serviços financeiros sem precisar se preocupar com a tecnologia que torna essa experiência possível”, afirma Hamilton Haskel, cofundador e CMO da Chainless.

A visão acompanha a evolução da própria Chainless. Criada para simplificar o acesso a ativos digitais, a plataforma ampliou sua proposta para permitir que investidores acessem diferentes mercados e construam patrimônio mantendo o controle sobre seus próprios ativos. Nesse modelo, blockchain passa a funcionar como infraestrutura da experiência, e não como o produto em si.

Sobre a Chainless

A Chainless é uma plataforma brasileira de investimentos onchain da Notus Labs criada para permitir que investidores construam patrimônio mantendo o controle sobre seus próprios ativos — proposta que a empresa define como soberania patrimonial. Em uma única experiência, reúne ativos digitais, stablecoins, produtos tokenizados e acesso a diferentes mercados financeiros. A autocustódia é o meio técnico utilizado pela plataforma para que o investidor preserve esse controle sobre os ativos mantidos em sua carteira.

A Chainless possui aproximadamente 40 mil clientes e processou R$ 336,5 milhões entre janeiro e julho de 2026. A empresa atua como provedora de tecnologia, e determinados produtos e serviços disponibilizados na plataforma são oferecidos em parceria com empresas especializadas. O acesso a determinados produtos, incluindo aqueles que oferecem exposição econômica a ações e ETFs dos Estados Unidos representados por tokens, é restrito a investidores qualificados.

Aviso: Este artigo não constitui aconselhamento de investimento ou uma oferta para investir. O BitNotícias não é responsável por qualquer conteúdo, produtos ou serviços mencionados neste artigo.
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