Perdas realizadas do Bitcoin caem 46% e sinalizam capitulação mais branda

  • Perdas realizadas no BTC chegam a US$ 1,4 bilhão, ante US$ 2,6 bilhões em fevereiro
  • Profundidade do book de spot na Binance pende para compra com razão de 0,8
  • Open interest na Binance reverte US$ 878 milhões em 24 horas e zera prêmio

O recuo do Bitcoin em junho produziu uma onda de vendas no prejuízo bem menor do que a registrada em fevereiro, sugerindo que o mercado começa a digerir a correção com menos pânico. Dados on-chain mostram queda nas perdas realizadas e retorno da liquidez compradora nos níveis atuais do Bitcoin.

O bitcoin opera a US$ 64.230, ou cerca de R$ 326,4 mil, com queda de 2,4% em 24 horas. A cotação se aproxima da faixa de US$ 60 mil apontada por analistas como zona de defesa estrutural mesmo terreno em que a oferta passou a ser absorvida, segundo o monitoramento on-chain.

Gráfico Bitcoin
Fonte: coinmarketcap

Capitulação de junho rende metade da dor de fevereiro

A média móvel de sete dias das perdas realizadas em BTC atingiu pico de US$ 1,4 bilhão durante a queda de junho, antes de recuar para cerca de US$ 558 milhões. O número fica bem abaixo dos US$ 2,6 bilhões registrados na correção de fevereiro, quando o preço orbitava patamares similares aos atuais.

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Axel Adler Jr. classificou o movimento como a segunda capitulação de 2026, com estresse relevante acumulado. A métrica caiu para 0,28, indicando predominância de vendas no prejuízo, porém com intensidade significativamente menor.

Há leitura complementar relevante, o realized cap, que mede o custo médio agregado de todo o BTC em circulação, está em US$ 1,07 trilhão. A métrica recuou 1,45% nos últimos 90 dias, mas a variação de sete dias estreitou para -0,18%. Ou seja, a saída de capital praticamente estancou em comparação ao primeiro trimestre, sinal de exaustão vendedora fenômeno já apontado quando baleias retiraram US$ 700 milhões das exchanges.

Book da Binance mostra bids dominando pela 1ª vez desde dezembro

O dado mais relevante para a tese de piso vem do livro de ofertas do mercado à vista. A profundidade do orderbook na Binance pendeu decisivamente para o lado comprador, com razão de 0,8 a maior dominância de bids desde dezembro de 2025. Em termos práticos, há mais liquidez disposta a absorver oferta nas quedas do que vendedores tentando distribuir nas altas.

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A leitura derivativa caminha na mesma direção. O open interest em BTC na Binance recuou US$ 878 milhões em um dia, entre as maiores reversões. Posições alavancadas estão sendo desmontadas, enquanto o spot ganha protagonismo.

“O surgimento de uma forte profundidade compradora sugere que participantes do mercado à vista estão mais dispostos a defender os níveis atuais”, escreveu a Glassnode em relatório publicado a clientes.

A casa pondera, porém, que apenas a liquidez não confirma um fundo durável.

Para o investidor brasileiro, piso de US$ 60 mil ganha defensores

O quadro chega num momento delicado para o trader local. Com o dólar a R$ 5,1120 e o BTC perto dos R$ 326 mil, qualquer movimento de 5% na criptomoeda equivale a aproximadamente R$ 16 mil por unidade desproporcional ao tíquete médio das corretoras nacionais. A combinação de capitulação mais branda com liquidez compradora reforça a faixa de US$ 60 mil a US$ 70 mil como zona de defesa.

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Outro ponto adiciona contexto, dados da K33 mostram que 79% do supply de BTC está nas mãos de holders de longo prazo, o que reduz a oferta líquida disponível para venda. Junto à reversão do open interest, isso pressiona vendedores a perto da exaustão. O próximo gatilho macro fica por conta do FOMC presidido por Kevin Warsh, agendado para a próxima semana, que deve recalibrar a tese de risco em todo o complexo cripto.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.