Armstrong vê fundo do Bitcoin em US$ 60 mil e mira 2030

  • Armstrong diz manter posição comprada e segue otimista com Bitcoin
  • CEO da Coinbase sugere que US$ 60 mil pode ter marcado o fundo do ciclo
  • Executivo projeta preço bem maior do BTC até 2030 como ouro digital

O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, voltou a se posicionar publicamente sobre o bitcoin e disse que segue comprado no ativo, mesmo com a correção recente dos preços. Em publicação no X no último dia 14 de junho, o executivo afirmou estar tão otimista quanto sempre esteve com o BTC e sinalizou que o pior do ciclo atual pode ter ficado para trás.

A fala chega em um momento delicado. O Bitcoin é negociado a US$ 62.964, ou cerca de R$ 324 mil, com recuo de 2,5% em 24 horas. A correção acompanha o tom mais duro do Federal Reserve após a estreia de Kevin Warsh e o payroll forte que reforçou a postura hawkish do banco central americano.

Armstrong aponta US$ 60 mil como piso possível

No vídeo que acompanhou o post, Armstrong tratou diretamente do ciclo de quatro anos do BTC e admitiu que ninguém prevê o mercado com precisão. Ainda assim, foi direto ao palpite: o instinto dele é que o ativo provavelmente já encontrou o fundo neste ciclo. Para o executivo, a região de US$ 60 mil pode ter marcado essa mínima.

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O argumento se apoia em métricas conhecidas por traders on-chain, como a proporção de endereços em lucro versus prejuízo. Esse tipo de leitura ganhou tração entre quem acompanha indicadores da Glassnode, que mostraram nas últimas semanas uma capitulação mais branda que a de ciclos anteriores. A combinação reforça a tese de que o estresse vendedor perdeu fôlego.

Armstrong escreveu textualmente: “Estou tão otimista quanto sempre estive com o bitcoin, e continuo comprado, como sempre. Nunca é tão bom nem tão ruim quanto parece”. A frase serve como recado a uma base de clientes acostumada a oscilações fortes — e que viu o ativo perder cerca de 35% desde a máxima histórica do ciclo.

Ouro digital e horizonte de 2030

Para além do timing, o CEO da Coinbase amarrou a tese a um horizonte mais longo. Ele classificou o bitcoin como “o novo ouro digital” e disse esperar um preço “muito mais alto” até 2030. O recado mira investidores institucionais que entraram via ETFs spot e enfrentam, agora, a primeira correção relevante desde a aprovação dos fundos pela SEC.

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O posicionamento ecoa o de outros pesos-pesados do setor. A Strategy, de Michael Saylor, segue comprando moedas mesmo com pressão sobre suas ações, e a Strive busca US$ 200 bilhões via mercado de crédito para acumular BTC. A tese de longo prazo virou padrão entre tesourarias corporativas, que tratam a volatilidade como ruído.

Stablecoins e o avanço da Everything Exchange

O comentário sobre o BTC chega no mesmo momento em que a Coinbase amplia sua aposta em stablecoins. Armstrong já chamou as moedas atreladas ao dólar de “a melhor forma de dinheiro” e citou usuários globais e agentes de inteligência artificial como vetores de crescimento. A empresa também tem promovido sua visão de “Everything Exchange”, que unifica cripto, ações, ETFs e caixa em uma única conta.

Para o investidor brasileiro, o discurso tem leitura prática. A regulação local avança em paralelo: o Banco Central deve debater a liberação e a lei para stablecoins no Brasil, em movimento que dialoga com a tese da Coinbase. Exchanges nacionais já miram o varejo com produtos atrelados a USDT e USDC, segmento que vinha sendo tratado como periférico até 2024.

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Os dados de mercado completam o quadro. Pesquisa recente da K33 mostrou que 79% do Bitcoin em circulação está nas mãos de holders de longo prazo, indicador que historicamente antecede fases de baixa volatilidade nas mínimas. Acumuladores também absorveram mais de 125 mil BTC nas semanas que antecederam a última reunião do Fed, segundo dados de carteiras agregadas — sinal de que parte do mercado age na direção apontada por Armstrong.

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Jornalista, assessor de comunicação e escritor. Escreve também sobre cinema, séries, quadrinhos, já publicou dois livros independentes e tem buscado aprender mais sobre criptomoedas, o suficiente para poder compartilhar o conhecimento.