Bitcoin perde US$ 70 mil com saída de US$ 3,4 bilhões em ETFs

  • ETFs spot de Bitcoin acumulam saída de US$ 3,4 bilhões em 11 pregões
  • Carteiras ligadas à Mt. Gox movimentam 10.306 BTC e reacendem temor
  • Liquidações de derivativos somam US$ 744 milhões em 24 horas

O bitcoin rompeu o piso psicológico dos US$ 70 mil nesta terça-feira (2) e renovou o pessimismo entre traders. A criptomoeda é negociada perto de US$ 69.502, ou cerca de R$ 349.537, com queda de 4,4% em 24 horas, segundo dados de mercado consolidados no início da manhã em Brasília.

A perda do suporte combinou três gatilhos negativos no mesmo pregão, saída agressiva dos ETFs à vista nos Estados Unidos, movimentação de carteiras associadas à extinta Mt. Gox e uma rara venda corporativa por parte da Strategy, de Michael Saylor. O cenário macro, marcado por novas tensões no Oriente Médio, completou o quadro de aversão a risco.

Saída dos ETFs amplia pressão vendedora

Os fundos spot listados nos EUA registraram US$ 483 milhões em saques líquidos na sessão anterior. É o 11º pregão consecutivo de resgates, totalizando mais de US$ 3,4 bilhões retirados desses produtos no período.

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O fluxo negativo persistente é relevante porque inverte a lógica que sustentou parte da alta de 2024 e 2025, quando a demanda dos ETFs absorvia praticamente toda a oferta nova vinda da mineração. Sem esse comprador marginal, o mercado fica exposto a vendedores táticos e a realização de baleias. A leitura ganha peso quando comparada ao episódio de fevereiro deste ano, em que uma sequência semelhante de resgates antecedeu uma queda adicional de 12% no preço.

No Brasil, a sangria nos ETFs americanos costuma se refletir em queda do BTC em reais, mesmo quando o dólar permanece estável. Hoje o câmbio gira em R$ 5,0291, o que limita o efeito amortecedor cambial sobre o investidor local.

Mt. Gox e Strategy reacendem temor de oferta

Carteiras vinculadas à Mt. Gox, exchange japonesa que faliu em 2014, transferiram 10.306 BTC cerca de US$ 739 milhões para um endereço sem identificação e uma carteira quente ativa. Não existe confirmação de venda direta, porém movimentações desses fundos continuam mantendo investidores atentos aos credores.

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Mais cedo, a Strategy informou venda de 32 BTC, equivalentes a US$ 2,5 milhões. O volume é simbólico, mas representa a primeira alienação da companhia em cerca de quatro anos. Para uma empresa que construiu reputação no princípio de “nunca vender”, o gesto bastou para alimentar especulação sobre limites de caixa e gerar disputa em mercados de previsão como o Polymarket.

Liquidações e leitura técnica

O derivativo amplificou a queda. Mais de 152 mil traders foram liquidados em 24 horas, com prejuízo agregado superior a US$ 744 milhões, a maioria em posições compradas alavancadas. O estouro veio quando o BTC perdeu a zona de US$ 72.500.

No gráfico diário, o Bitcoin rompeu canal de alta iniciado em fevereiro e perdeu médias móveis de 20, 50 dias. A média de 200 dias, perto de US$ 79.291, segue distante e funciona como teto estrutural. O MACD reforça o viés negativo, com histograma se aprofundando abaixo da linha zero.

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O analista Team LAMBO classificou o rompimento como “supremamente baixista” em publicação no X replicada pelo trader Ardi, projetando alvos em US$ 68.700 e US$ 65.000. Uma eventual retomada da região de US$ 71.500 a US$ 72.500 seria o primeiro sinal de alívio. Se perder US$ 65 mil, o Bitcoin pode buscar demanda próxima de US$ 60 mil, suporte formado em fevereiro.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.