- Bitcoin opera perto de US$ 65 mil e ameaça perder EMA de 50 meses
- Rekt Capital aponta breakdown provável da média móvel em US$ 66.628
- Traders comparam ação atual ao bear market de 2022 quase ponto a ponto
O bitcoin voltou a testar o nível mais baixo em dois meses nesta semana e reacendeu o debate sobre uma possível repetição do ciclo bajista de 2022. A criptomoeda foi cotada a US$ 65.654 (R$ 333.588), com queda de 2,6% em 24 horas, segundo dados do mercado spot.
O recuo veio depois de uma sequência de liquidações bilionárias e colocou no radar uma referência técnica que não era discutida desde o ciclo passado: a média móvel exponencial de 50 meses, hoje em US$ 66.628. Quando o preço fecha mensalmente abaixo dessa linha, o histórico mostra cenários desconfortáveis para quem está comprado.
Rekt Capital projeta perda da EMA de 50 meses
O analista Rekt Capital publicou uma sequência de posts no X destacando que o ativo deve perder o suporte técnico nas próximas semanas. “Com o tempo, o Bitcoin provavelmente romperá essa EMA e continuará a queda macro neste bear market”, escreveu em publicação no X.
O roteiro descrito por ele segue o padrão observado entre 2021 e 2022. Primeiro, um repique de alívio leva o preço a formar um topo mais baixo. Depois, o ativo volta à média móvel, que falha como suporte e abre espaço para queda adicional. Foi exatamente assim que o BTC despencou de US$ 47 mil para menos de US$ 16 mil há quatro anos.
A linha tem se mantido firme em 2026. Em fevereiro houve fechamentos diários abaixo do nível, mas o mês terminou com defesa do suporte. Em março e abril, a EMA voltou a funcionar como piso. Agora, o teste se repete com o mercado mais fragilizado: os ETFs spot acumulam saídas bilionárias e fundos institucionais reduzem exposição.
Traders cravam US$ 60 mil como linha divisória

Além disso, outro operador, conhecido como Leviathan, afirmou que o bear market de 2026 está copiando o anterior “quase perfeitamente”, com “cada etapa imprimindo na mesma ordem”. Para ele, o nível decisivo está em US$ 60 mil.
“Segurar significa flush de liquidez completo e início da recuperação. Perder significa correção mais profunda, sem suporte abaixo”, resumiu. O trader Killa, por sua vez, projeta semanas de consolidação entre US$ 63 mil e US$ 65 mil antes de uma definição clara de tendência.
O ambiente macroeconômico não ajuda. Assim, o Federal Reserve mantém postura cautelosa em relação a cortes de juros, e o cenário de liquidez restrita pressiona ativos de risco. Ouro e ações tecnológicas dos EUA têm absorvido capital que historicamente migraria para cripto, conforme análise recente do Binance Research.
Reclaim da média rendeu 715% em ciclo anterior
Nem todo o quadro é negativo. A conta de análise Paradox lembrou que o histórico da EMA de 50 meses também guarda oportunidades expressivas para quem soube esperar.
“O BTC perdeu a média móvel mensal de 50 em 2022. Reconquistou cinco meses depois e entregou retorno de 715% nos dois anos seguintes”, apontou. O movimento de retomada após o fundo de 2022 levou o ativo de cerca de US$ 16 mil a recordes acima de US$ 100 mil em 2024.
Além disso, a pressão não se limitou ao Bitcoin. O Ethereum recuou 5,3% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 1.819, enquanto Solana caiu 5,4% e BNB perdeu 6,4%. Bitcoin Cash registrou a maior queda entre os grandes ativos, com baixa de quase 14%. Assim, o comportamento sincronizado dos majors reforça a tese de aversão a risco generalizada, e não de um movimento isolado do BTC.