NUPL indica que Bitcoin ainda não achou fundo, aponta CryptoQuant

  • NUPL de 0,158 repete níveis vistos no início de 2023
  • Média de 100 dias precisa cruzar zero para marcar fundo histórico
  • BTC negociado a US$ 63 mil ainda distante de piso de ciclo

O Bitcoin ainda não teria encontrado o fundo do atual ciclo de baixa, segundo leitura de uma das métricas on-chain mais confiáveis do mercado. A avaliação parte da plataforma CryptoQuant, que analisou o comportamento histórico do indicador NUPL e concluiu que o piso do bear market pode exigir preços significativamente abaixo dos atuais US$ 63.243, equivalentes a cerca de R$ 327,6 mil.

A sigla NUPL representa o Net Unrealized Profit/Loss, métrica que mede a proporção do supply de BTC mantido acima ou abaixo do preço em que foi movimentado pela última vez. O valor atual do indicador está em 0,158, patamar visto pela última vez no início de 2023, quando o mercado ainda se recuperava do colapso da FTX.

CryptoQuant cita “relógio de ciclo” on-chain

O analista TheChessOnChain, colaborador da plataforma, descreveu a versão suavizada do NUPL calculada pelas médias exponenciais de 30 e 100 dias como “um dos relógios de ciclo mais limpos on-chain”. O argumento é simples: toda vez que a média de 100 dias cruzou o nível zero para baixo, o Bitcoin marcou fundo relevante.

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Os precedentes citados reforçam o peso estatístico do sinal. No fim de 2011, o BTC operava perto de US$ 2 quando a métrica cruzou zero. Em janeiro de 2015, o piso foi de US$ 182. No bear market de 2018, o fundo ficou em US$ 3.206. Já o mínimo pós-FTX, em novembro de 2022, apareceu em US$ 15.792.

No preço atual, a média de 100 dias do NUPL está em 0,215. Para que o indicador replique o comportamento dos ciclos anteriores, ainda haveria espaço amplo de queda até o Bitcoin atingir o território negativo que historicamente coincide com capitulação plena.

CryptoQuant admite que padrão não é lei

A própria plataforma reconhece que o histórico não é obrigatório. Ao longo dos anos, o NUPL tem registrado mínimas cada vez menos profundas um comportamento típico de ativos que amadurecem e reduzem volatilidade absoluta. Isso abre dois caminhos possíveis.

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“Ou a média de 100 dias cruza zero como em todos os fundos anteriores, ou este se torna o primeiro ciclo a fundo sem esse cruzamento, o que se encaixaria na tendência de mínimas cada vez mais rasas”, escreveu TheChessOnChain.

A CryptoQuant classificou o comportamento como “padrão, não lei” e apontou a linha zero como o “nível a observar nas próximas semanas”.

Outro colaborador da plataforma, Axel Adler Jr., reforçou a leitura de que o processo de capitulação segue incompleto. Segundo suas contas, o supply em prejuízo ainda estaria a cerca de dois meses dos níveis que historicamente marcam o fim de bear markets.

“Até lá, é mais correto tratar a capitulação como processo, e não como fato consumado”, escreveu.

Baleias acumulam enquanto ETFs sangram no bear market

Para o investidor brasileiro, o quadro se soma a um cenário externo já pressionado. Os ETFs à vista de Bitcoin nos EUA fecharam o primeiro semestre com saída inédita de US$ 5,4 bilhões, retirando o principal vetor de demanda institucional que sustentou o preço em 2024. Paralelamente, mineradoras enfrentam margens comprimidas cerca de 20% já operam no vermelho, elevando o risco de venda forçada de estoques.

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Ao mesmo tempo, o comportamento de grandes carteiras diverge do fluxo dos ETFs. As baleias absorveram US$ 16,7 bilhões em BTC nas semanas em que o mercado à vista via retirada de fundos, sinal clássico de rotação de mãos fracas para mãos fortes que costuma preceder fundos de ciclo.

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Entusiasta de criptomoedas e tecnologia. Sempre explorando novas tecnologias inovadoras. Nos momentos livres, gosto de jogar e assistir futebol.