- BTC opera a US$ 64.339 e enfrenta resistência horizontal no gráfico curto
- Rompimento acima de US$ 66 mil abriria caminho até US$ 67.260
- RSI diário se aproxima de 70 e repete padrão dos flags anteriores
O bitcoin voltou a bater na porta dos US$ 64 mil e reabriu o debate sobre o fôlego do rali atual. A cotação está em US$ 64.336, com alta de 2,4% em 24 horas, segundo dados de mercado desta quinta-feira. Em reais, o ativo é negociado a R$ 331.043, no melhor patamar em semanas para o investidor local.
O nível é o mesmo que expulsou os compradores na tentativa anterior, quando o preço recuou até a linha de tendência do bull market. Agora, os touros voltam à mesma zona técnica e a pergunta é se conseguem forçar uma máxima mais alta ou se o gráfico repetirá a rejeição.
Resistência em US$ 64 mil abre porta para US$ 66 mil
No gráfico de curto prazo, o BTC encosta em uma resistência horizontal que já foi testada recentemente. Uma superação convincente desse teto levaria o preço direto ao próximo obstáculo relevante, US$ 66 mil, considerado nível-chave dentro da estrutura macro do ativo.
Romper esse patamar não seria trivial. Trata-se de uma barreira histórica com fluxo pesado de ordens. Se os compradores conseguirem furá-la, uma máxima em US$ 67.260 reativa a tese de retomada de tendência de alta. Do contrário, o cenário mais provável é nova correção até a linha de tendência que sustenta o movimento desde o piso.
Vale observar o comportamento paralelo dos ETFs à vista. Recentemente, o IBIT da BlackRock absorveu US$ 250 milhões em BTC em 48 horas, sinal de que a demanda institucional acompanha a recuperação técnica. Sem esse fluxo comprador, dificilmente o preço romperia a resistência atual apenas com força do varejo.
RSI diário repete padrão dos bear flags anteriores
O Índice de Força Relativa (RSI) no diário conta uma história consistente. Desde a máxima histórica que iniciou o movimento de correção, o indicador oscilou entre um piso coincidente com o fundo do primeiro bear flag e um topo em torno de 70,00, que marcou a saída dos flags subsequentes.
O padrão se repetiu no segundo bear flag, com uma diferença, houve divergência bearish no preço, que fez fundo mais baixo enquanto o RSI se sustentou. Agora, com o indicador voltando a subir a partir do rebote na linha de tendência, o cenário técnico projeta nova visita à faixa de 70 antes de qualquer decisão maior.
Há um detalhe importante do ciclo anterior, durante o último bear market, cada topo sucessivo do RSI foi mais baixo. A tendência de baixa só encerrou quando esse padrão descendente foi quebrado. É o mesmo teste que o BTC enfrenta agora se o RSI conseguir romper a trendline descendente no semanal, os quadros técnicos abrem espaço para retomada estrutural.
Investidor brasileiro ganha nova janela após listagem da B3
O momento coincide com uma mudança relevante para o investidor local. A B3 lançou opções sobre futuros de Bitcoin, ampliando as ferramentas de hedge disponíveis em real. Isso muda a forma como fundos brasileiros podem se posicionar em movimentos como o atual, sem depender exclusivamente de exchanges offshore.
Do lado do risco, o mercado ainda opera com liquidez de stablecoins abaixo do normal. A oferta de USDT e USDC encolheu cerca de US$ 3 bilhões por mês segundo a CryptoQuant, o que limita o combustível para rompimentos sustentados. É um freio silencioso que costuma passar despercebido em análises puramente gráficas.
Semanal decide entre continuação de baixa e novo ciclo
No time frame semanal, o RSI segue trajetória parecida, porém com declive mais suave. Se a linha do indicador tocar a trendline descendente e romper para cima, o argumento de novo bull market ganha peso técnico concreto. Se falhar no toque, o cenário aponta para apostas em BTC abaixo de US$ 50 mil, tese que já reúne 49% dos traders no Kalshi.